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	<title>Bah Art &#187; Crônicas</title>
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	<description>Arte, lazer e cultura do sul.</description>
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		<title>Uma Corrida delicada</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Jun 2008 22:41:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ednerpizarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Taxitramas]]></category>

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		<description><![CDATA[
Eu dirigia distraído quando o passageiro fez sinal. Parei por instinto, nem sequer analisei a figura do homem que me atacava. Não costumo recusar corrida, mas, depois que parei, pensei que seria melhor que tivesse seguido em frente. Além de mal vestido, o sujeito estava sujo, barba por fazer. Duvidei até que tivesse dinheiro para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bah.art.br/wp-content/uploads/2008/06/arma_assalto.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-266" title="arma_assalto" src="http://bah.art.br/wp-content/uploads/2008/06/arma_assalto-300x212.jpg" alt="arma_assalto" width="300" height="212" /></a><br />
Eu dirigia distraído quando o passageiro fez sinal. Parei por instinto, nem sequer analisei a figura do homem que me atacava. Não costumo recusar corrida, mas, depois que parei, pensei que seria melhor que tivesse seguido em frente. Além de mal vestido, o sujeito estava <span style="font-size:180%;">sujo</span>, barba por fazer. Duvidei até que tivesse <span style="font-size:180%;">dinheiro </span>para me pagar a corrida.<br />
Ele entrou apressado. Pediu que tocasse rápido para uma vila próxima dali, um lugar barra-pesada, onde taxistas costumam não entrar. Senti o drama. O que lhe dava certo crédito era o fato de estar carregando algumas sacolas de supermercado. Alguém que fosse assaltar um táxi não estaria com aquela carga.<br />
Assim que acomodou as sacolas no chão, o homem me mostrou seus pulsos. Fez questão que eu visse os machucados deixados pelas <span style="font-size:180%;">algemas</span>. Eram cortes cicatrizados, marcas feias, de quem deve ter resistido à prisão. Disse que já havia sido preso várias vezes. Falou que é ladrão e que não tinha problemas em falar, mas não aceita ser perseguido por algo que não fez.<br />
Ele contou que estava no mercado fazendo compras e notou que o segurança do estabelecimento o estava seguindo &#8211; por causa da sua aparência, de certo, pensavam que ia roubar alguma coisa. Meu passageiro, então, disse que esperou um vacilo do segurança e lhe aplicou um soco na cara. O homem caiu <span style="font-size:180%;">nocauteado</span>.<br />
No burburinho que se seguiu, fez questão de pagar as compras para uma caixa apavorada. Divertido, contou que a menina tremia tanto que mal conseguia digitar os valores dos produtos. Para sua sorte, meu táxi apareceu antes da viatura da polícia.<br />
Levei-o até a tal vila. Ele ainda exigiu que eu subisse um beco estreito, até onde o táxi cabia. Mostrou-me o barraco em que mora, no alto do beco. Disse que poderia procurá-lo caso tivesse algum problema naquela vila. Agradeci comovido.<br />
Depois de me pagar, puxou um cigarro que trazia atrás da orelha, acendeu-o e se foi com suas compras. Somente então consegui soltar a respiração.<br />
<span style="font-weight:bold;font-size:180%;"><br />
</span><a href="http://3.bp.blogspot.com/_9FbuOTCRRcU/R5EK3G2Lo6I/AAAAAAAACtE/64HHMSn8F1U/s1600-h/Mauro_Castro_avatar.jpg"><img style="float:left;cursor:pointer;margin:0 10px 10px 0;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9FbuOTCRRcU/R5EK3G2Lo6I/AAAAAAAACtE/64HHMSn8F1U/s200/Mauro_Castro_avatar.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
<p><span style="font-weight:bold;font-size:180%;"><span style="font-size:100%;">Por</span> <a href="http://taxitramas.blogger.com/">Mauro Castro</a></span></p>
<div class="tweetmeme_button" style="float: left; margin-right: 10px;"><a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fbah.art.br%2F2008%2F06%2F13%2Fuma-corrida-delicada%2F"><img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fbah.art.br%2F2008%2F06%2F13%2Fuma-corrida-delicada%2F" height="61" width="51" /></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Tipos de Passageiros</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Feb 2008 05:01:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ednerpizarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Taxitramas]]></category>

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		<description><![CDATA[O atrasado. O passageiro atrasado chega ao ponto correndo, olhando para o relógio. Logo que embarca, faz questão de ressaltar que está muito atrasado (caso o taxista não tenha notado). Ele costuma dar sugestões na forma de dirigir:- Vá pela direita, vá pela esquerda, olhe aquele caminhão lá na frente, vá pra outra pista.Costuma fazer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <span style="font-size:180%;">atrasado</span>. O passageiro atrasado chega ao ponto correndo, olhando para o relógio. Logo que embarca, faz questão de ressaltar que está muito atrasado (<span style="font-style:italic;">caso o taxista não tenha notado</span>). Ele costuma dar sugestões na forma de dirigir:<br />- Vá pela direita, vá pela esquerda, olhe aquele caminhão lá na frente, vá pra outra pista.<br />Costuma fazer comentários do tipo:<br />- Esse teu motorzinho é mil cilindradas?<br />Mesmo que o taxista corra, fure sinais, pule canteiros, o passageiro atrasado não costuma ter tempo para dar gorjetas.<br />O <span style="font-size:180%;">desconfiado</span>. Taxistas, em geral, têm péssima reputação. Muitos passageiros, por exemplo, fazem questão de dar o itinerário &#8211; o desconfiado sempre acha que o taxista fará turismo com ele. Alguns desconfiados chegam a conferir o <span style="font-size:180%;">lacre </span>do Inmetro no taxímetro. Tem também os que perguntam se o táxi usa gás, se não tem perigo de explodir.<br />O <span style="font-size:180%;">estressado</span>. Esse tipo de passageiro nem te cumprimenta, já entra no táxi reclamando do clima. O estressado, mesmo não estando ao volante, costuma xingar os outros motoristas &#8211; caso o taxista receba uma fechada, o próprio estressado taca a mão na buzina. Baixa o quebra-sol, regula o banco, abre e fecha a janela. Esse tipo de passageiro precisa de movimento. Taxistas calmos os deixam ainda mais estressados.<br />O <span style="font-size:180%;">confidente</span>. Muitos passageiros sentem-se à vontade para desabafar com taxistas. Há muitos anos, um homem embarcou angustiadíssimo em meu táxi. Precisava contar a alguém o que estava se passando com ele. Tinha saído de uma clínica, na qual sua cunhada havia feito um aborto. Os dois haviam tido um caso e ela engravidara. Depois de anos de casado, não conseguia ter filhos com sua mulher, mas tivera que pedir à cunhada que abortasse.<br />O fato de falar com uma pessoa que, provavelmente, <span style="font-size:180%;">jamais </span>veria de novo na vida, ajudou-o a desabafar. Dia desses, ele embarcou no meu táxi. Não lembrou de mim. Eu preferi não falar nada. Até porque ele estava em um papo animado com o filho.</p>
<p><a href="http://3.bp.blogspot.com/_9FbuOTCRRcU/R5EK3G2Lo6I/AAAAAAAACtE/64HHMSn8F1U/s200/Mauro_Castro_avatar.jpg"><img style="float:left;cursor:pointer;margin:0 10px 10px 0;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9FbuOTCRRcU/R5EK3G2Lo6I/AAAAAAAACtE/64HHMSn8F1U/s200/Mauro_Castro_avatar.jpg" alt="" border="0" /></a><span style="font-weight:bold;"></p>
<p>Por <a href="http://taxitramas.blogger.com/"><span style="font-size:180%;">Mauro Castro</span></a></span></p>
<div class="tweetmeme_button" style="float: left; margin-right: 10px;"><a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fbah.art.br%2F2008%2F02%2F06%2Ftipos-de-passageiros%2F"><img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fbah.art.br%2F2008%2F02%2F06%2Ftipos-de-passageiros%2F" height="61" width="51" /></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Um punhado de caos</title>
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		<pubDate>Thu, 31 Jan 2008 23:43:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ednerpizarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[O Expurgo]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu e Taís chegamos naquele hotel no final da tarde. Caminhamos em ruas desertas de uma cidade com ares de metrópole da qual não sabíamos o nome. Não se ouvia nenhum alvoroço de expectativa pela virada de ano. Os poucos transeuntes que eram vistos não tinham nos rostos esperança alguma . Avistei também, para mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu e Taís chegamos naquele hotel no final da tarde. Caminhamos em ruas desertas de uma cidade com ares de metrópole da qual não sabíamos o nome. Não se ouvia nenhum alvoroço de expectativa pela virada de ano. Os poucos <span style="font-size:180%;">transeuntes </span>que eram vistos não tinham nos rostos esperança alguma . Avistei também, para mais estranheza, três out doors com letras enormes a pergunta: <span style="font-size:180%;">“Quem Você é?”</span> Que tipo de campanha publicitária seria aquela? Muito mais estranhas eram as inúmeras construções inacabadas, ruas que saíam em matagais, postes derrubados, carros encostados de qualquer maneira, tudo emoldurado em um céu vermelho adornado com uma lua grande, branca e opaca. De certa maneira até sinistra.</p>
<p>A fachada do hotel enganava . Ao entrarmos percebemos o caos. Atrás do balcão <span style="font-size:180%;">encardido </span>pelos anos, um homem velho de um olho só.</p>
<p>- Há quartos?- Perguntei.<br />- Sabia que o senhor viria. Essa é tua esposa?<br />- Sim. Como sabia que viríamos se nunca estivemos aqui?- Perguntei levemente surpreendido pois de surpresas aquele dia estava já cheio.</p>
<p>- Não pagará nada hoje.<br />- Miguel? Dá alguma coisa pro homem.- Sugeriu Taís.<br />- Não mocinha- Disse o velho- Como ele vai pagar por algo que é dele?<br />- Que?- Eu espantado- Tá de brincadeira&#8230;Olha, me diz aí: Que cidade é essa?</p>
<p>O velho virou-se de costas, apanhou uma chave numerada.</p>
<p>- Quarto quarenta e seis. Quarto andar, é óbvio.- Abriu um sorriso de poucos dentes.</p>
<p>No elevador<span style="font-size:180%;"> velho e enferrujado</span>, tive uma sensação de familiaridade. Com as ruas, o caos , a cidade, o céu, a lua, o hotel. A porta do elevador demorou a fechar. Observei Taís. Seu um e cinqüenta e cinco, seu charme de Lolita. Pequenina mas mulher feita. Me deixava doido. Como se ali percebesse sua beleza pela primeira vez. Veio então outra sensação estanha: Não lembrava do nosso casamento, nem lembranças de momentos bons ou ruins que teríamos passado.</p>
<p>Quente demais dentro do elevador. Ao sentir uma mudança brusca na intensidade do fervo, o elevador começou a subir lento. Abracei Taís. Um e oitenta contra um e cinqüenta e cinco. A envolvi com meus braços longos e magros e como de costume, a levantei para que ficasse a minha altura. Passeei com a palma da mão pela perna tatuada dela. Eu estava com vontade de entrar nela à medida que o calor aumentava. Censurou-me.<span style="font-size:180%;"> Ignorei. </span>Coloquei-a no chão e fiz com que ela virasse de costas contra a parede. Desci minha mão direita pelos seios dela até o delta de delícias profundamente escondidas. Misturamos nosso suor, meu nariz escondido entre os seus cabelos, logo mordiscava sua nuca com os olhos fechados. Ela expulsou minha mão de lá. Ardíamos em febre.</p>
<p><span style="font-size:180%;">- Te agüente!!! </span>–Advertiu e me empurrou.</p>
<p>As portas se abriram e estávamos no quarto andar. Agarrei Taís pela mão, caminhamos rápido naquele corredor onde todas as portas encontravam-se abertas. Em cada porta um rosto familiar que nunca havia visto. Todas aqueles acontecimentos insólitos não importavam naquela hora. Eu queria apenas parar de sentir calor. Abri a porta do quarto, Taís caiu na cama.</p>
<p>- Tem que ser agora? E essas coisas todas acontecendo? Tu não vai fazer nada? <span style="font-size:180%;">A culpa é tua!!</span> Onde estamos?<br />- Não sei meu bem. Não agüento esse calor, esse desejo.<br />- As placas&#8230; é isso!<br />- Que?- Perguntei tirando a roupa.</p>
<p>Ela foi até a janela.</p>
<p>- Os carros não têm placas.- Descobriu estarrecida.</p>
<p>Cheguei por trás dela, fui tirando sua blusa.</p>
<p>- Te quero agora! Agora!</p>
<p>Quando nus, o mais assombroso: <span style="font-size:180%;">Atravessei </span>Taís. Como se ela fosse um fantasma, uma ilusão. Nos encarávamos despidos e paralisados.</p>
<p>-  Meu deus o que está havendo aqui? Que inferno é esse? A culpa é toda tua!!!- Desesperou-se ela.<br />- Culpa do que?<br />-Tu sabe como a gente veio parar aqui?<br />- Não lembro&#8230; Não lembro nem do nosso casamento.<br />- Não lembro de ter casado contigo!<br />- Que? Ta doida é?</p>
<p>Ela tentou um tapa, sua mão passou através de meu rosto. Logo vi seu lindo <span style="font-size:180%;">corpo nu</span> cada vez mais transparente até desaparecer por completo. A sensação de solidão mais medonha já sentida. Da janela todos aqueles prédios inacabados desabando. Caíam pedaços de parede, esfacelavam-se no chão, agônico ver a cena de maneira lenta. Como se algo meu estivesse ali. Não sabia dizer o que. As ruas invadidas pela poeira, as árvores e os postes caídos e tortos eram encobertos aos poucos.</p>
<p>Saí correndo pelo corredor, usei a escada, tinha pressa. Ao chegar na recepção o velho no mesmo lugar, atrás daquele balcão encardido. A poeira entrava pela porta da frente.</p>
<p>- O que está havendo aqui? –Perguntei.<br />- Está tudo desabando. Você devia imaginar que isso aconteceria um dia.<br />- Como? Como poderia saber?<br />- Por que isso tudo é seu. Você construiu. Isso tudo é <span style="font-size:180%;">você.</span></p>
<p>A poeira tomou conta de todo o recinto. Saí, parecia uma tempestade de areia. Foi aliviando, até sobrar apenas out doors. Olhando para o céu parecia neve. Caíam papéis, folhas de variados tamanhos com milhares de palavras. E foi tudo o que restou. Palavras e a pergunta dos Out doors.<br />Abri os olhos. O sol grande de verão queimava minha pele com os raios que entravam pela janela aberta. Suava e ardia em febre. Ao levantar-me observei os quadros com desenhos que não terminei. Pinceis no chão, a tinta seca na aquarela. Inúmeras folhas com histórias sem fim. E um desejo <span style="font-size:180%;">intenso</span>. Uma chama que não apagava. Consumia-me. Devorava-me. E continua queimando.</p>
<p><a href="http://1.bp.blogspot.com/_9FbuOTCRRcU/R4vSxG2Lo0I/AAAAAAAACr4/pf_Maf8yZ14/s200/maikel_avatar.jpg"><img style="float:left;cursor:pointer;margin:0 10px 10px 0;" src="http://1.bp.blogspot.com/_9FbuOTCRRcU/R4vSxG2Lo0I/AAAAAAAACr4/pf_Maf8yZ14/s200/maikel_avatar.jpg" alt="" border="0" /></a></p>
<p><span style="font-weight:bold;">Por <a href="http://oexpurgo.blogspot.com/"><span style="font-size:180%;">Maikel de Abreu</span></a></span></p>
<div class="tweetmeme_button" style="float: left; margin-right: 10px;"><a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fbah.art.br%2F2008%2F01%2F31%2Fum-punhado-de-caos%2F"><img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fbah.art.br%2F2008%2F01%2F31%2Fum-punhado-de-caos%2F" height="61" width="51" /></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Sexo, drogas e vinho tinto</title>
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		<pubDate>Thu, 31 Jan 2008 04:45:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ednerpizarro</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Taxitramas]]></category>

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		<description><![CDATA[Minha passageira era uma loira linda, elegante e muito cheirosa. Sua exuberante figura destoava do lugar onde embarcou em meu táxi: uma vila humilde da periferia.Minhas suspeitas logo se confirmaram. Assim que deu o destino (um hotel de luxo da capital), a garota pegou o telefone e falou com alguém que parecia sua chefe. Disse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Minha passageira era uma <span style="font-size:180%;">loira linda</span>, elegante e muito cheirosa. Sua exuberante figura destoava do lugar onde embarcou em meu táxi: uma vila humilde da periferia.<br />Minhas suspeitas logo se confirmaram. Assim que deu o destino (<span style="font-style:italic;">um hotel de luxo da capital</span>), a garota pegou o telefone e falou com alguém que parecia sua chefe. Disse que havia pego o <span style="font-size:180%;">&#8220;produto&#8221;</span> exigido pelo cliente e que já estava a caminho do hotel.<br />Com naturalidade, ela contou-me que seu sonho era ir para a Espanha, onde garotas de programa brasileiras ganham muito bem. O problema é que, lá, teria que comprar o <span style="font-size:180%;">coqu</span><span style="font-size:180%;">etel anti-HIV</span>, que no Brasil recebe de graça.<br />Deixei-a na porta do belo hotel, onde entrou altiva qual uma rainha. É bom que seu cliente use preservativos de boa qualidade.<br />Em outra corrida, minha passageira era o quadro da dor. Tinha a cara amarrotada, cabelo pixaim desgrenhado, roupa suja e desalinhada. Trazia no braço uma espécie de <span style="font-size:180%;">trouxa.</span> Se eu não estivesse parado no sinal, preso entre outros carros, certamente, teria fugido dela.<br />Contou que tinha passado a noite em um motel vagabundo. Seu &#8220;cliente&#8221;, depois de entornar uma garrafa de vinho tinto barato, <span style="font-size:180%;">caiu duro</span> feito uma pedra. Ela, então, fez a limpa no cara. Pegou até as roupas do coitado. Nem o <span style="font-size:180%;">motel </span>ela perdoou: a trouxa incluía toalhas, sabonetes, papel higiênico e até um travesseiro.<br />Deixei-a no Parque Maurício Sirotsky, onde mora com outros indigentes. Disse que deixaria a trouxa com seu companheiro, que, segundo ela, conseguiria umas boas pedras de crack com aquilo tudo. Ela ficaria só com a carteira do dinheiro. Seu plano era ir para o centro da cidade <span style="font-size:180%;">&#8220;baixar as prateleiras da Loja Marisa&#8221;.</span><br />Duas passageiras perigosas. Corridas que eu não gostaria de ter feito, mas que servem como um aviso aos navegantes: a busca pelo prazer tem lá seus riscos.</p>
<p><a href="http://3.bp.blogspot.com/_9FbuOTCRRcU/R5EK3G2Lo6I/AAAAAAAACtE/64HHMSn8F1U/s200/Mauro_Castro_avatar.jpg"><img style="float:left;cursor:pointer;margin:0 10px 10px 0;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9FbuOTCRRcU/R5EK3G2Lo6I/AAAAAAAACtE/64HHMSn8F1U/s200/Mauro_Castro_avatar.jpg" alt="" border="0" /></a><span style="font-weight:bold;"></p>
<p>Por <a href="http://taxitramas.blogger.com/"><span style="font-size:180%;">Mauro Castro</span></a></span></p>
<div class="tweetmeme_button" style="float: left; margin-right: 10px;"><a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fbah.art.br%2F2008%2F01%2F31%2Fsexo-drogas-e-vinho-tinto%2F"><img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fbah.art.br%2F2008%2F01%2F31%2Fsexo-drogas-e-vinho-tinto%2F" height="61" width="51" /></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>A FANTÁSTICA FÁBRICA DE CHOCOLATE &#8211; Capítulo 4 &#8211; Ah, cês querem roque? &#8211; Parte VI</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Jan 2008 22:27:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ednerpizarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Fantástica Fábrica de Chocolates]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Foguete Formidável]]></category>

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		<description><![CDATA[Ou o advento dos tributos. Pra ocupar datas vazias, homenagear cultuados artistas mortos (ou não) ou apenas se divertir tocando as músicas prediletas, a gente inventou essa modalidade de evento. Geralmente no aniversário de algum herói do ronquerol. Quando morria alguém também era tiro-e-queda: a gente tributava logo em seguida. Por exemplo, na semana da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ou o advento dos tributos. Pra ocupar datas vazias, homenagear cultuados <span style="font-size:180%;">artistas mortos</span> (ou não) ou apenas se divertir tocando as músicas prediletas, a gente inventou essa modalidade de evento. Geralmente no aniversário de algum herói do ronquerol. Quando morria alguém também era tiro-e-queda: a gente tributava logo em seguida. Por exemplo, na semana da morte do nosso papa junkie William S. Burroughs, quando armamos o William Burroughs Last Words, uma homenagem sincera com show de bandas, performances literárias, exposição e venda de livros e <span style="font-size:180%;">drogas</span>. Ou no mês do suicídio (<span style="font-style:italic;">esse sim, tiro-e-queda</span>) do último mártir do roquenrol <span style="font-size:180%;">Kurt Cobain</span>, um acontecimento que abalou toda uma geração que acreditava na indissociação do rock e da camisa de flanela. A figura central nessa história dos tributos era o Tavares. Alcoólatra byroniano, com um estilo de tocar que sintetizava John Lennon e Paulinho da Viola – ainda que totalmente desafinado quando muito bêbado ou sóbrio demais – o Tavares tirava tudo de ouvido, na hora, sem frescuras, sem nem mesmo ouvir.</p>
<p>Kurt Cobain foi deste prum Nirvana melhor?</p>
<p>Chama o Tavares.</p>
<p>Um bando de saudosistas ligeiramente góticos e bichas morre de saudades dos Smiths, Echo, Cure ou qualquer merda dos anos 80?</p>
<p>Call Tavares.</p>
<p>30 anos de Sgt. Peppers?</p>
<p>Ô Tavares, cê não tá a fim de?</p>
<p>Ano que vem tem Álbum Branco?</p>
<p>Já combinei com o Tavares.</p>
<p>Ou ainda uma história clássica envolvendo este sincero <span style="font-size:180%;">narrador</span>: é sobre um show que não houve. Episódio sinistro. Envolve também uma banda de Santa Catarina que eu não lembro o nome. Os caras ligaram de Floripa querendo uma data pra se apresentar. Expliquei as condições e eles reservaram uma quarta. Pensei que era conversa furada e que eles nunca se abalariam lá de Floripa pra tocar em Porto Alegre numa quarta. Uns quinze dias antes da tal quarta chega pelo correio uma caixa contendo centenas de cartazes da banda. Uns cartazes de <span style="font-size:180%;">xerox</span> em folha A3 com o nome que eu não lembro, uma foto da ponte de Florianópolis e um espaço em branco pra preencher à mão com data, horário e local do show. Um pincel atômico vermelho estava incluído no pacote. Daí lembrei de uma vaga conversa telefônica, alguma coisa sobre a gente <span style="font-size:180%;">colar</span> os cartazes, e eu dizendo claro, sem problemas, me lembrava dizendo convicto, afinal, eles nunca se abalariam de Floripa pra tocar em Porto Alegre numa quarta. Por via das dúvidas, na fatídica quarta, convoquei o Vilson e ele prontamente montou o PA e ficamos à espera da banda de Floripa. Tomei o cuidado de esconder a pilha de cartazes que não tinham sido colados, muitos, quer dizer, <span style="font-size:180%;">TODOS</span>, camuflados em meio ao caos da salinha dos fundos. A menos que eles tivessem algum parente ou amigo na cidade, ninguém em Porto Alegre sabia do show. Como de praxe, a passagem de som foi marcada pras cinco da tarde. Esperamos até as oito. Nada. Decidi fechar o bar e ir pra casa: show cancelado. O Vilson desmontou a aparelhagem, apaguei as luzes e na hora de trancar o portão pra ir embora, estaciona um <span style="font-size:180%;">carro</span> cheio de gente e instrumentos e amplificadores.</p>
<p>A gente tá procurando uma vaga pra estacionar já faz quase uma hora. Diz o motorista.</p>
<p>Olha, sinto muito, mas o show foi cancelado. Tão pensado o quê? Se cumpre horários aqui.</p>
<p>Mas a gente veio dirigindo lá de <span style="font-size:180%;">Floripa</span> com todo o nosso equipamento, vocês não podem cancelar o show desse</p>
<p>Podemos sim. Tchau.</p>
<p>Fechei o portão e subi a <span style="font-size:180%;">Barros Cassal </span>pra pegar o ônibus. Os caras ficaram ali parados, entre perplexos e putos da vida, sem acreditar no que tinham acabado de ouvir. Não sei como um deles não desceu do carro e me rachou os cornos com uma guitarrada, o mínimo a se esperar diante de tamanha <span style="font-size:180%;">filhadaputice.</span> É que na hora eu só pensava nuns filmes pra devolver na locadora. Dei no pé. Mas a consciência pesou. Uma barra. Puta remorso por tamanha sacanagem com os caras. Porra, eles tinham se abalado lá de Floripa pra tocar numa quarta em Porto Alegre, isso não se faz! Naquela noite, revirando na cama, penei a <span style="font-size:180%;">insônia dos injustos.</span> Tempos depois apaguei o episódio da memória, com remorso e nome da banda junto. Já a banda, tenho certeza que lembra direitinho de tudo o que rolou, meu nome e fisionomia inclusos. Algum guitarrista à espreita numa esquina qualquer da Ilha, pronto pra me rachar os cornos com uma guitarrada, enquanto eu passeio lindo, leve e solto de bermuda e havaianas em pleno feriadão.</p>
<p><a href="http://2.bp.blogspot.com/_9FbuOTCRRcU/R46E2m2Lo5I/AAAAAAAACsg/acehdM7DXiM/s200/leofelipe_avatar.jpg"><img style="float:left;cursor:pointer;margin:0 10px 10px 0;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9FbuOTCRRcU/R46E2m2Lo5I/AAAAAAAACsg/acehdM7DXiM/s200/leofelipe_avatar.jpg" alt="" border="0" /></a><span style="font-weight:bold;"></p>
<p>Por <a href="http://fogueteformidavel.blogspot.com/"><span style="font-size:180%;">Léo Felipe</span></a></span></p>
<div class="tweetmeme_button" style="float: left; margin-right: 10px;"><a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fbah.art.br%2F2008%2F01%2F22%2Fa-fantastica-fabrica-de-chocolate-capitulo-4-ah-ces-querem-roque-parte-vi%2F"><img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fbah.art.br%2F2008%2F01%2F22%2Fa-fantastica-fabrica-de-chocolate-capitulo-4-ah-ces-querem-roque-parte-vi%2F" height="61" width="51" /></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Enquanto não abre o sinal</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Jan 2008 20:18:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ednerpizarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Taxitramas]]></category>

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		<description><![CDATA[Câmbio no ponto morto, para economizar embreagem. Trinta segundos, nem isso, para pensar em alguma coisa.Um volumezinho no som &#8211; a passageira também parece gostar de Marisa Monte. Aliás, minha passageira, depois de comunicar o destino da corrida, abriu um livro que parece não estar lendo &#8211; conheço um cara que sempre que embarca em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Câmbio no ponto morto, para economizar embreagem. <span style="font-size:180%;">Trinta segundos</span>, nem isso, para pensar em alguma coisa.<br />Um <span style="font-size:180%;">volumezinho </span>no som &#8211; a passageira também parece gostar de Marisa Monte. Aliás, minha passageira, depois de comunicar o destino da corrida, abriu um livro que parece não estar lendo &#8211; conheço um cara que sempre que embarca em um táxi abre um jornal apenas para evitar que o taxista puxe assunto. De qualquer forma, hoje, também não estou a fim de conversa. Melhor assim.<br />No carro à minha direita, a motorista aproveita os <span style="font-size:180%;">vinte segundos</span> restantes para conferir o visual. Não parece contente: prende o cabelo com as mãos, vira o rosto, olha melhor, solta o cabelo, chega mais perto do retrovisor. Deixa pra lá.<br />No carro à minha esquerda, um senhor de meia-idade parece fazer um tipo de <span style="font-size:180%;">alongamento </span>para o pescoço. Uma moça ao seu lado fala freneticamente, mas o tiozão não parece preocupado. Segue com os olhos fechados, balançando a cabeça como se o pescoço estivesse desconjuntado. Cada carro, um <span style="font-size:180%;">universo </span>particular.<br />No meu táxi a passageira fechou o livro. Está vivamente interessada nos <span style="font-size:180%;">malabarismos </span>que um garoto improvisa com quatro limões. Faltando menos de <span style="font-size:180%;">dez segundos</span>, o menino dá por encerrado o show e passa a circular entre os carros com a mão estendida. Minha passageira, então, volta depressa ao seu livro para evitar os olhos do menino pidão. Ela não pretende <span style="font-size:180%;">pagar </span>pelo espetáculo.<br />As motos vão se acumulando entre os automóveis. Um motoboy mais afoito quase atropela uma menina que distribuía panfletos. Bate-boca. Menos de <span style="font-size:180%;">cinco segundos</span> para abrir, engato a primeira marcha.<br />O sinal abre e a loucura recomeça. Não consegui pensar em nada para escrever.<br /><span style="font-weight:bold;font-size:180%;"><br /></span><a href="http://3.bp.blogspot.com/_9FbuOTCRRcU/R5EK3G2Lo6I/AAAAAAAACtE/64HHMSn8F1U/s1600-h/Mauro_Castro_avatar.jpg"><img style="float:left;cursor:pointer;margin:0 10px 10px 0;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9FbuOTCRRcU/R5EK3G2Lo6I/AAAAAAAACtE/64HHMSn8F1U/s200/Mauro_Castro_avatar.jpg" alt="" border="0" /></a></p>
<p><span style="font-weight:bold;font-size:180%;"><span style="font-size:100%;">Por</span> <a href="http://taxitramas.blogger.com/">Mauro Castro</a></span></p>
<div class="tweetmeme_button" style="float: left; margin-right: 10px;"><a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fbah.art.br%2F2008%2F01%2F18%2Fenquanto-nao-abre-o-sinal%2F"><img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fbah.art.br%2F2008%2F01%2F18%2Fenquanto-nao-abre-o-sinal%2F" height="61" width="51" /></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>A FANTÁSTICA FÁBRICA DE CHOCOLATE &#8211; Capítulo 4 &#8211; Ah, cês querem roque? &#8211; Parte V</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Jan 2008 22:22:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ednerpizarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Fantástica Fábrica de Chocolates]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Foguete Formidável]]></category>

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		<description><![CDATA[Ou o show da Psicopompos. Uma data especial, aniversário de uns poucos anos. Eles tinham uma música que chamava Garagem Hermética e dizia no refrão algo como “beber e cheirar no corredor”. A música virou tipo um hino interno e resolvemos convidar a Psicopompos pra fazer esse show especial, o bar superdecorado pra ocasião, centenas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ou o show da <span style="font-size:180%;">Psicopompos</span>. Uma data especial, aniversário de uns poucos anos. Eles tinham uma música que chamava <span style="font-size:180%;">Garagem Hermética</span> e dizia no refrão algo como <span style="font-size:180%;"><span style="font-style:italic;">“beber e cheirar no corredor”</span></span>. A música virou tipo um hino interno e resolvemos convidar a Psicopompos pra fazer esse show especial, o bar superdecorado pra ocasião, centenas de balões dependurados sobre as portas e espalhados pelo chão, os balões espalhados pelo chão estourando durante o show e enlouquecendo os músicos da Psicopompos, banda poética, intimista e até meio chata como dá pra imaginar só pelo nome psicopomposo.
<div align="justify">Ou o show da Luciana Pestana, uma roqueira folka de voz grave e feiúra tipo Janis Joplin que, terminada a apresentação fracassada com pouquíssimos pagantes, pega seu violão, diz <span style="font-size:180%;">só vou comprar cigarro</span> e dá no pé sem pagar o aluguel do PA. </div>
<div align="justify">Ou o show da Space Rave em que o Edu, vocalista, guitarrista e compositor que nos próximos dez (quinze?) anos ainda montaria as bandas Hip Horse, Musical Spectro, Undisco Bones, The Clones, Celophanes, Planondas, Dirty, Autobahn e sabe-se lá quantas mais, o incansável, merecia uma medalha de honra ao mérito under, o Edu resolve colocar <span style="font-size:180%;">pólvora</span> na frente do palco pra queimar em efeito noise-pirotécnico, no auge de um solo explosivo. Quando a coisa explode, explosão mixuruca, quase um peido, um fumacê medonho toma conta do ambiente com um fedor de enxofre ou qualquer outra coisa diabolicamente fedorenta. Toda a platéia se vira de costas instantaneamente e sai em direção à rua, mão no rosto tapando nariz e boca, tosse, tosse, tosse. E m seguida, a <span style="font-size:180%;">própria banda foge</span> também, sufocada.</div>
<div align="justify">Ou o show da Brigitte Bardot, a banda do Ricardo e do Marcos, o Ricardo de vestido longo da avó tocando uma guitarra completamente desafinada. O Marcos desce da bateria cuspindo palavrões e atira as baquetas no Ricardo.</div>
<div align="justify">Ou o show da Mais Umas Coisas (outra banda do Ricardo e do Marcos), o Ricardo saindo do palco bem no meio de uma música, sem razão aparente, <span style="font-size:180%;">louco</span> de qualquer coisa ou várias, arrastando nos pés um emaranhado de cabos de instrumentos e microfones, fios e pedais. O Vilson indo atrás dele puto da cara pra cobrar o prejuízo. O Marcos roendo as baquetas de ódio depois de uma cusparada de palavrões.</div>
<div align="justify">Ou o show da Benedyct, outra banda do Marcos. Ele me diz:</div>
<div align="justify">Corta o som que nós já vamos começar.</div>
<div align="justify">E eu esqueço completamente e quando termina a primeira música do show todo mundo escuta de fundo o som mecânico que não tinha parado de tocar, quer dizer, todo mundo menos eu, que <span style="font-size:180%;">chapado demais</span> não escutava nada, a não ser uma música interna que tocava dentro de mim lá-lá-ri-lá e o Marcos larga a bateria, sai do palco e me fustiga com um olhar de fúria extrema muito cuspe verbal.</div>
<div align="justify">Ou um outro show dessa mesma Benedyct. A vocalista, a Gaby, dá <span style="font-size:180%;">três pulinhos</span> performáticos pra trás e <span style="font-size:180%;">cai por cima da bateria</span>, e do Marcos. </div>
<div align="justify">Ou outra envolvendo o Marcos, só que dessa vez num show da banda Qual?. Por alguma razão (grana ou trago, decerto), o Marcos se desentende com um dos caras da banda e lá pelas tantas, no furor da discussão, saca um tubo de <span style="font-size:180%;">gás lacrimogêneo</span> (o Marcos era meio extremado, se é que isso existe) e lava a cara do cara com aquele jato corrosivo, borrifando o infeliz como quem extermina uma barata no canto da cozinha. O troço quase deixou o cara cego, o rosto queimado, uns pedaços de pele despregados da carne e balançando pra baixo. No final da noite o cara que quase perdeu a cara foi visto sentado no meio-fio, rindo e chorando ao mesmo tempo, <span style="font-size:180%;">chapado</span> até os ossos de gás lacrimogêneo. Na semana seguinte foi preciso o Fabriano intervir e dissuadir a figura de nos meter um processo por dano físico e moral, o qual (Qual?) perderíamos na certa.</div>
<div align="justify">Ou a brincadeira de amigos premiando amigos: o <span style="font-size:180%;">Garagito</span>, troféu de nome simpático de tão simplório constituído de uma boneca Susy de atacadão do centro, fixada num pedestal de gesso e colorida por imersão. Low budget tosco de gaulês com inclinações artísticas. O Garagito premiou, de 93 a 2000, alguns dos mais obstinados roqueiros da cidade (a escolha da categoria principal, a de melhor banda, ilustra bem a preferência dos garageiros: <span style="font-size:180%;">Graforréia</span> e <span style="font-size:180%;">Ultramen</span> levaram três Garagitos cada, no ano em que não foram premiadas foi a vez do meteórico <span style="font-size:180%;">Júpiter Maçã </span>levar o seu).</p>
<p><span style="font-style:italic;">(continua)</p>
<p></span> <a href="http://2.bp.blogspot.com/_9FbuOTCRRcU/R46E2m2Lo5I/AAAAAAAACsg/acehdM7DXiM/s1600-h/leofelipe_avatar.jpg"><img style="float:left;cursor:pointer;margin:0 10px 10px 0;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9FbuOTCRRcU/R46E2m2Lo5I/AAAAAAAACsg/acehdM7DXiM/s200/leofelipe_avatar.jpg" alt="" border="0" /></a></p>
<p><span style="font-weight:bold;">Por <a href="http://fogueteformidavel.blogspot.com"><span style="font-size:180%;">Léo Felipe</span></a></span></div>
<div class="tweetmeme_button" style="float: left; margin-right: 10px;"><a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fbah.art.br%2F2008%2F01%2F16%2Fa-fantastica-fabrica-de-chocolate-capitulo-4-ah-ces-querem-roque-parte-v%2F"><img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fbah.art.br%2F2008%2F01%2F16%2Fa-fantastica-fabrica-de-chocolate-capitulo-4-ah-ces-querem-roque-parte-v%2F" height="61" width="51" /></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>A FANTÁSTICA FÁBRICA DE CHOCOLATE &#8211; Capítulo 4 &#8211; Ah, cês querem roque? &#8211; Parte IV</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Jan 2008 20:54:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ednerpizarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Fantástica Fábrica de Chocolates]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Foguete Formidável]]></category>

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		<description><![CDATA[Shows inesquecíveis que pouca gente lembra, dispersos nessa coisa enganosa chamada memória, meleca super seletiva de imagens, sons e cheiros, sabão escorregadio que pra ser agarrado tem que se moldar no formato da mão.
Lembranças tópicas de eventos superespecíficos. 
Por exemplo, o solo do Frank Jorge no show do Frank &#38; Plato no festival Monterey Popstock [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size:180%;">Shows </span><span style="font-size:180%;">inesquecíveis </span>que pouca gente lembra, dispersos nessa coisa enganosa chamada memória, meleca super seletiva de imagens, sons e cheiros, sabão escorregadio que pra ser agarrado tem que se <span style="font-size:180%;">moldar </span>no formato da mão.
<div align="justify">Lembranças tópicas de eventos superespecíficos. </div>
<div align="justify">Por exemplo, o solo do Frank Jorge no show do Frank &amp; Plato no festival Monterey Popstock durante aquela música: “Rod Stewart é amigo do Roger McGuinn”. A <span style="font-size:180%;">guitarra tremendo</span>, rangendo, zunindo, vibrando e absorvendo a atenção da platéia delirante como a flauta que hipnotiza a serpente mais pelo movimento que pelo som que produz.</div>
<div align="justify">Ou a <span style="font-size:180%;">testa postiça</span> de Frankenstein feita de <span style="font-size:180%;">espuma </span>que o Chico Machado usava nas apresentações dos Omstrons e as luzinhas e engenhocas eletroacústicas e brilhantes que deixavam o show com um jeitão de performance multimídia de <span style="font-size:180%;">puteiro </span>do interior e os acordes dissonantes que não saíam de cinco mil alto-falantes mais dos seis que compunham o PA do Vilson. </div>
<div align="justify">Ou o show da Experience, power trio com a legendária dupla Mitch Marini e Schneider, uma parede de amplificadores importados <span style="font-size:180%;">expelindo </span>Jimi Hendrix e Cream a todo o volume, participação especial de Luizinho Louie com seu enorme kit de percussão, o Luizinho quase <span style="font-size:180%;">chorando </span>emocionado em perfeita sintonia com as ondas sonoras que saíam dos potentes amplis importados, batucando em transe toda a parafernália de tambores, pandeiros e sininhos, sem a mínima noção que ninguém ouvia nada porque o Mitch tinha dito que não precisava <span style="font-size:180%;">microfonar </span>a percussão.</div>
<div align="justify">Mas tem microfone sobrando. Argumentava o Vilson, durante a passagem de som.</div>
<div align="justify"><span style="font-size:130%;"><br /><span style="font-style:italic;">Nã, nã, nã, não precisa</span>.</span> Replicava o Mitch, de cantinho, fazendo um sinal de quem diz não dá nada, enquanto ao fundo o <span style="font-size:180%;">pobre </span>Luizinho, na maior das compenetrações, edificava passo a passo sua complexa traquitana percussiva.</div>
<div align="justify">Ou o show da banda Pirâmide, de <span style="font-size:180%;">Santa Catarina</span>, uma cousa assim mezzo progressivo, mezzo Iron Maiden – fase <em>Powerslave</em> – com direito a cenário de esfinges e pirâmides de isopor, palmeiras de plástico e <span style="font-size:180%;">tochas de celofane</span> emoldurando o palco numa recriação patética e totalmente fundo de quintal de algo que só com muito esforço poderíamos chamar de Egito Antigo.</p>
<p><span style="font-style:italic;">(continua)</p>
<p></span><a href="http://3.bp.blogspot.com/_9FbuOTCRRcU/R40eCG2Lo1I/AAAAAAAACsA/vHNtsu-w-g0/s1600-h/leofelipe_avatar.jpg"><img style="float:left;cursor:pointer;margin:0 10px 10px 0;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9FbuOTCRRcU/R40eCG2Lo1I/AAAAAAAACsA/vHNtsu-w-g0/s200/leofelipe_avatar.jpg" alt="" border="0" /></a></p>
<p><span style="font-weight:bold;">Por <a href="http://fogueteformidavel.blogspot.com"><span style="font-size:180%;">Léo Felipe</span></a></span><span style="font-style:italic;"><br /></span> </div>
<div class="tweetmeme_button" style="float: left; margin-right: 10px;"><a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fbah.art.br%2F2008%2F01%2F15%2Fa-fantastica-fabrica-de-chocolate-capitulo-4-ah-ces-querem-roque-parte-iv%2F"><img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fbah.art.br%2F2008%2F01%2F15%2Fa-fantastica-fabrica-de-chocolate-capitulo-4-ah-ces-querem-roque-parte-iv%2F" height="61" width="51" /></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Onde tu estava no dia onze de setembro de dois mil e um?</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Jan 2008 21:17:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ednerpizarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[O Expurgo]]></category>

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		<description><![CDATA[Cláudio via o World trade center em chamas pela televisão. Deu uma tragada no baseado e acordou Jeremias que dormia no sofá.
- Olha ali meu! Acidente nos states!- Disse Cláudio.- Bah! Que fumacê!!!- Um avião cara! Deu bem no meio.- Sério? O piloto tava fumado. Só pode.Então o segundo avião bateu.
- Olha&#8230; Não é acidente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size:180%;">Cláudio </span>via o World trade center em chamas pela televisão. Deu uma tragada no <span style="font-size:180%;">baseado</span> e acordou <span style="font-size:180%;">Jeremias</span> que dormia no sofá.</p>
<p>- Olha ali meu! Acidente nos states!- Disse Cláudio.<br />- Bah! Que fumacê!!!<br />- Um<span style="font-size:100%;"> </span><span style="font-size:100%;">avião</span> cara! Deu bem no meio.<br />- Sério? O piloto tava fumado. Só pode.<br /><span style="font-size:130%;"><br />Então o segundo avião bateu.</span></p>
<p>- Olha&#8230; Não é acidente não cara! Dois avião no mesmo lugar&#8230;beeeeeeeeem capaz.- Disse o incrédulo Jeremias.- Isso é filme do Seagal.<br />- Olha ali cabeça de pica! Tem dois buraco!<br />- dá um pega disso, quero curti essa tua trip aí&#8230;depois vamo pega uma onda brou, que isso aí é tudo mentira.</p>
<p>                           ************************************</p>
<p><span style="font-size:180%;"> Bar do gringo</span>, no momento da segunda colisão.</p>
<p>- Má que poca duma vergonha! Ficu ali esses vagabundo derubando prédio dos otro. Von pega uma enxada. Von Carpi uns lote!<br />- Bem feito para os imperialistas- Disse o estudante já embriagado antes de entrar no campus.<br />- Bem feito che non é teu pai que ta ali. Oia lá as pessoa pegando fogo ó. Vô te bota da churasquera lá atrais pra vê se é bon! Sai do meu bar comunista. Sai agora, fio dum rospo!</p>
<p>                        **************************************<br /><span style="font-size:180%;"><br />Morro do Gufe</span>. Trinta segundos mais tarde.</p>
<p>- Os loco de turbante são do meu conceito!<br />- Pode crê mano! Sentaru u dedo nos preiba!<br />- Coisa daquele mano da rima lá dos árabe.<br />- Qual?<br />- O Khaled.<br />- Khaled?<br />- Não conhece o lóki? É tipo o tupac deles!</p>
<p><a href="http://1.bp.blogspot.com/_9FbuOTCRRcU/R4vSxG2Lo0I/AAAAAAAACr4/pf_Maf8yZ14/s1600-h/maikel_avatar.jpg"><img style="float:left;cursor:pointer;margin:0 10px 10px 0;" src="http://1.bp.blogspot.com/_9FbuOTCRRcU/R4vSxG2Lo0I/AAAAAAAACr4/pf_Maf8yZ14/s200/maikel_avatar.jpg" alt="" border="0" /></a></p>
<p><span style="font-weight:bold;">Por <a href="http://oexpurgo.blogspot.com/"><span style="font-size:180%;">Maikel de Abreu</span></a></span></p>
<div class="tweetmeme_button" style="float: left; margin-right: 10px;"><a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fbah.art.br%2F2008%2F01%2F14%2Fonde-tu-estava-no-dia-onze-de-setembro-de-dois-mil-e-um%2F"><img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fbah.art.br%2F2008%2F01%2F14%2Fonde-tu-estava-no-dia-onze-de-setembro-de-dois-mil-e-um%2F" height="61" width="51" /></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>A FANTÁSTICA FÁBRICA DE CHOCOLATE &#8211; Capítulo 4 &#8211; Ah, cês querem roque? &#8211; Parte III</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Jan 2008 17:29:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ednerpizarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Fantástica Fábrica de Chocolates]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Foguete Formidável]]></category>

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		<description><![CDATA[O primeiro show aconteceu exatamente uma semana depois da inauguração: Graforréia Xilarmônica. Foi um show barulhento, o PA do Vilson ainda se ajustando à acústica da velha casa. No palco – usando ternos e gravatas completamente demodês, shorts de educação física, chinelos de dedo e óculos escuros do tamanho de morcegos de asas abertas nas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O primeiro show aconteceu exatamente uma semana depois da inauguração: <span style="font-size:180%;">Graforréia Xilarmônica</span>. Foi um show barulhento, o PA do Vilson ainda se ajustando à acústica da velha casa. No palco – usando ternos e gravatas completamente <span style="font-size:180%;">demodês</span>, shorts de educação física, chinelos de dedo e óculos escuros do tamanho de morcegos de asas abertas nas caras intencionalmente panacas – Carlo Pianta, Frank Jorge e Alexandre Ograndi comandaram por quase três horas, com a maestria dos grandes, a catarse coletiva que é um bom show de rock. Um <span style="font-size:180%;">calor infernal </span>e os janelões abertos impunemente como se não houvesse vizinhos. Tenho uma cena muito nítida dessa noite, o Carlo suando feito um camelo febril, gotas brotando em cascata da cabeça e dos braços, escorrendo pelos dedos e molhando as cordas da guitarra. O Carlo tocando e chegando perto de uma janela aberta ao lado do palco pra se refrescar. O som amplificado pra todo o bairro ouvir, explodindo pra fora da <span style="font-size:180%;">janela </span>que mais tarde seria <span style="font-size:180%;">lacrada </span>pra sempre com espuma e compensado naval.
<div align="justify">A platéia, umas cento e poucas pessoas se acotovelando em frente ao minúsculo palco, era composta por obstinados fãs da banda, virtuais <span style="font-size:180%;">garageiros </span>e diversas figurinhas fáceis do under, os-de-sempre, gente sem nada melhor pra fazer na vida do que sair de segunda a segunda percorrendo a ronda noturna dos bares, galzinhas de vestido tubinho e bota de cano longo, roqueiros tatuados e cheios de couro &amp; estilo, minas de roqueiros tatuados tatuadas e cheias de couro &amp; estilo, grunges de camisa de flanela, poetinhas mal vestidos, nerds de óculo de grau e pulôver azul bebê, mulheres barangas de colã branco decotado, tipos invisíveis com roupas absolutamente ordinárias. </div>
<div align="justify">Vendemos toda a <span style="font-size:180%;">cerveja </span>de nosso único freezer.</div>
<div align="justify">Graças ao respaldo que a Graforréia tinha com a imprensa local, o show obteve uma ótima divulgação, a custo praticamente zero – apenas uns poucos trocados pros cartazes A3 e pros panfletinhos em xerox, chamados também de felipetas, mosquitos ou flyers: a mídia garageira por excelência. O principal jornal da cidade estampou uma fotografia da banda, destacando o show de estréia na programação de final de semana. Desde cedo estava traçada a nossa trajetória de menina-dos-olhos de segundo caderno. </div>
<div align="justify">Depois que a Graforréia tirou o <span style="font-size:180%;">cabaço</span>, os shows continuaram em série. Geralmente às quintas, sextas e sábados, mas também nas segundas, terças ou quartas, conforme a demanda. As principais bandas do guetinho cultural da província, desfilando uma após a outra em nosso pequeno palco. Guitar bands, bandas punk, de rock retrô, de metal, de funk-metal, hardcore, new wave, experimentais, instrumentais, com letras em inglês, bandas de blues, jazz, reggae, bandas-cover, bandas de outros estados, de outros países, de outros planteas, bandas efêmeras e outras como <span style="font-size:180%;">Ultramen</span>, <span style="font-size:180%;">Space Rave, Walverdes</span> e <span style="font-size:180%;">Comunidade Nin-Jitsu</span>, que fizeram seus primeiros shows por lá e seguiram tocando por muito tempo, bandas de dois ensaios, bandas de nenhum ensaio, bandas que terminaram após seu primeiro show, bandas que nunca gravaram, bandas que ninguém sabe que existiram, bandas cujos integrantes abandonaram o <span style="font-size:180%;">roquenrol</span> e hoje trabalham como consultores administrativos em firmas multinacionais, bandas só de minas, bandas de um-homem-só, trios, quartetos, quintetos, big-bands, Academias Chiquérrimas, Acretinice Me Atray, Aristóteles de Ananias Jr., Barba Ruiva &amp; Os Corsários, Barkley House, Benedyct, Borboleta Negra, Brigitte Bardot, Chapman, Colarinhos Caóticos, Cosmonauta Spiff, Coupe de Ville, Cowabunga, Crushers, Dellips, Experience, Funkenstein, Hip Horse, La Infâmia, Lovecraft, Mais Umas Coisas, Maldoror, Marmanjados, Mequetreques Suplicantes, Molly Guppy, Moses, Motor Mojo Junkie, Musical Spectro, Nada Público, Narciso, Omstrons, Pére Lachaise, Psicopompos, Qual?, Smog Fog, Spiders, Tarcísio Meira’s Band, The Clones, Undisco Bones&#8230;</div>
<div align="justify">Um rol de bandas mortas.<br /><span style="font-style:italic;">(continua)</span></p>
<p><a href="http://2.bp.blogspot.com/_9FbuOTCRRcU/R4udpW2LozI/AAAAAAAACrw/X1tgqWg5mQQ/s1600-h/leofelipe_avatar.jpg"><img style="float:left;cursor:pointer;margin:0 10px 10px 0;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9FbuOTCRRcU/R4udpW2LozI/AAAAAAAACrw/X1tgqWg5mQQ/s200/leofelipe_avatar.jpg" alt="" border="0" /></a></p>
<p><span style="font-weight:bold;">Por<span style="font-size:180%;"> <a href="http://fogueteformidavel.blogspot.com">Léo Felipe</a></span></span></div>
<div class="tweetmeme_button" style="float: left; margin-right: 10px;"><a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fbah.art.br%2F2008%2F01%2F14%2Fa-fantastica-fabrica-de-chocolate-capitulo-4-ah-ces-querem-roque-parte-iii%2F"><img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fbah.art.br%2F2008%2F01%2F14%2Fa-fantastica-fabrica-de-chocolate-capitulo-4-ah-ces-querem-roque-parte-iii%2F" height="61" width="51" /></a></div>]]></content:encoded>
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