- sexta-feira, junho 13, 2008, 22:41
- Crônicas, Taxitramas
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Eu dirigia distraído quando o passageiro fez sinal. Parei por instinto, nem sequer analisei a figura do homem que me atacava. Não costumo recusar corrida, mas, depois que parei, pensei que seria melhor que tivesse seguido em frente. Além de mal vestido, o sujeito estava sujo, barba por fazer. Duvidei até que tivesse ...
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- quarta-feira, fevereiro 6, 2008, 5:01
- Crônicas, Taxitramas
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O atrasado. O passageiro atrasado chega ao ponto correndo, olhando para o relógio. Logo que embarca, faz questão de ressaltar que está muito atrasado (caso o taxista não tenha notado). Ele costuma dar sugestões na forma de dirigir:- Vá pela direita, vá pela esquerda, olhe aquele caminhão lá na frente, vá pra outra pista.Costuma fazer comentários do tipo:- Esse teu ...
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- quinta-feira, janeiro 31, 2008, 23:43
- Crônicas, O Expurgo
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Eu e Taís chegamos naquele hotel no final da tarde. Caminhamos em ruas desertas de uma cidade com ares de metrópole da qual não sabíamos o nome. Não se ouvia nenhum alvoroço de expectativa pela virada de ano. Os poucos transeuntes que eram vistos não tinham nos rostos esperança alguma . Avistei também, para mais estranheza, três out doors com letras enormes a pergunta: ...
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- quinta-feira, janeiro 31, 2008, 4:45
- Crônicas, Taxitramas
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Minha passageira era uma loira linda, elegante e muito cheirosa. Sua exuberante figura destoava do lugar onde embarcou em meu táxi: uma vila humilde da periferia.Minhas suspeitas logo se confirmaram. Assim que deu o destino (um hotel de luxo da capital), a garota pegou o telefone e falou com alguém que parecia sua chefe. Disse que havia pego o "produto" exigido ...
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Ou o advento dos tributos. Pra ocupar datas vazias, homenagear cultuados artistas mortos (ou não) ou apenas se divertir tocando as músicas prediletas, a gente inventou essa modalidade de evento. Geralmente no aniversário de algum herói do ronquerol. Quando morria alguém também era tiro-e-queda: a gente tributava logo em seguida. Por exemplo, na semana da morte do nosso papa junkie William S. Burroughs, quando ...
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- sexta-feira, janeiro 18, 2008, 20:18
- Crônicas, Taxitramas
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Câmbio no ponto morto, para economizar embreagem. Trinta segundos, nem isso, para pensar em alguma coisa.Um volumezinho no som - a passageira também parece gostar de Marisa Monte. Aliás, minha passageira, depois de comunicar o destino da corrida, abriu um livro que parece não estar lendo - conheço um cara que sempre que embarca em um táxi abre um jornal apenas para ...
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Ou o show da Psicopompos. Uma data especial, aniversário de uns poucos anos. Eles tinham uma música que chamava Garagem Hermética e dizia no refrão algo como “beber e cheirar no corredor”. A música virou tipo um hino interno e resolvemos convidar a Psicopompos pra fazer esse show especial, o bar superdecorado pra ocasião, centenas de balões dependurados sobre as portas ...
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Shows inesquecíveis que pouca gente lembra, dispersos nessa coisa enganosa chamada memória, meleca super seletiva de imagens, sons e cheiros, sabão escorregadio que pra ser agarrado tem que se moldar no formato da mão. Lembranças tópicas de eventos superespecíficos. Por exemplo, o solo do Frank Jorge no show do Frank & Plato no festival Monterey Popstock durante aquela ...
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- segunda-feira, janeiro 14, 2008, 21:17
- Crônicas, O Expurgo
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Cláudio via o World trade center em chamas pela televisão. Deu uma tragada no baseado e acordou Jeremias que dormia no sofá.- Olha ali meu! Acidente nos states!- Disse Cláudio.- Bah! Que fumacê!!!- Um avião cara! Deu bem no meio.- Sério? O piloto tava fumado. Só pode.Então o segundo avião bateu....
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O primeiro show aconteceu exatamente uma semana depois da inauguração: Graforréia Xilarmônica. Foi um show barulhento, o PA do Vilson ainda se ajustando à acústica da velha casa. No palco – usando ternos e gravatas completamente demodês, shorts de educação física, chinelos de dedo e óculos escuros do tamanho de morcegos de asas abertas nas caras intencionalmente panacas – Carlo Pianta, Frank Jorge ...
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