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	<title>Bah Art &#187; Taxitramas</title>
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		<title>Uma Corrida delicada</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Jun 2008 22:41:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ednerpizarro</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Taxitramas]]></category>

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		<description><![CDATA[
Eu dirigia distraído quando o passageiro fez sinal. Parei por instinto, nem sequer analisei a figura do homem que me atacava. Não costumo recusar corrida, mas, depois que parei, pensei que seria melhor que tivesse seguido em frente. Além de mal vestido, o sujeito estava sujo, barba por fazer. Duvidei até que tivesse dinheiro para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bah.art.br/wp-content/uploads/2008/06/arma_assalto.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-266" title="arma_assalto" src="http://bah.art.br/wp-content/uploads/2008/06/arma_assalto-300x212.jpg" alt="arma_assalto" width="300" height="212" /></a><br />
Eu dirigia distraído quando o passageiro fez sinal. Parei por instinto, nem sequer analisei a figura do homem que me atacava. Não costumo recusar corrida, mas, depois que parei, pensei que seria melhor que tivesse seguido em frente. Além de mal vestido, o sujeito estava <span style="font-size:180%;">sujo</span>, barba por fazer. Duvidei até que tivesse <span style="font-size:180%;">dinheiro </span>para me pagar a corrida.<br />
Ele entrou apressado. Pediu que tocasse rápido para uma vila próxima dali, um lugar barra-pesada, onde taxistas costumam não entrar. Senti o drama. O que lhe dava certo crédito era o fato de estar carregando algumas sacolas de supermercado. Alguém que fosse assaltar um táxi não estaria com aquela carga.<br />
Assim que acomodou as sacolas no chão, o homem me mostrou seus pulsos. Fez questão que eu visse os machucados deixados pelas <span style="font-size:180%;">algemas</span>. Eram cortes cicatrizados, marcas feias, de quem deve ter resistido à prisão. Disse que já havia sido preso várias vezes. Falou que é ladrão e que não tinha problemas em falar, mas não aceita ser perseguido por algo que não fez.<br />
Ele contou que estava no mercado fazendo compras e notou que o segurança do estabelecimento o estava seguindo &#8211; por causa da sua aparência, de certo, pensavam que ia roubar alguma coisa. Meu passageiro, então, disse que esperou um vacilo do segurança e lhe aplicou um soco na cara. O homem caiu <span style="font-size:180%;">nocauteado</span>.<br />
No burburinho que se seguiu, fez questão de pagar as compras para uma caixa apavorada. Divertido, contou que a menina tremia tanto que mal conseguia digitar os valores dos produtos. Para sua sorte, meu táxi apareceu antes da viatura da polícia.<br />
Levei-o até a tal vila. Ele ainda exigiu que eu subisse um beco estreito, até onde o táxi cabia. Mostrou-me o barraco em que mora, no alto do beco. Disse que poderia procurá-lo caso tivesse algum problema naquela vila. Agradeci comovido.<br />
Depois de me pagar, puxou um cigarro que trazia atrás da orelha, acendeu-o e se foi com suas compras. Somente então consegui soltar a respiração.<br />
<span style="font-weight:bold;font-size:180%;"><br />
</span><a href="http://3.bp.blogspot.com/_9FbuOTCRRcU/R5EK3G2Lo6I/AAAAAAAACtE/64HHMSn8F1U/s1600-h/Mauro_Castro_avatar.jpg"><img style="float:left;cursor:pointer;margin:0 10px 10px 0;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9FbuOTCRRcU/R5EK3G2Lo6I/AAAAAAAACtE/64HHMSn8F1U/s200/Mauro_Castro_avatar.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
<p><span style="font-weight:bold;font-size:180%;"><span style="font-size:100%;">Por</span> <a href="http://taxitramas.blogger.com/">Mauro Castro</a></span></p>
<div class="tweetmeme_button" style="float: left; margin-right: 10px;"><a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fbah.art.br%2F2008%2F06%2F13%2Fuma-corrida-delicada%2F"><img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fbah.art.br%2F2008%2F06%2F13%2Fuma-corrida-delicada%2F" height="61" width="51" /></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Tipos de Passageiros</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Feb 2008 05:01:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ednerpizarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Taxitramas]]></category>

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		<description><![CDATA[O atrasado. O passageiro atrasado chega ao ponto correndo, olhando para o relógio. Logo que embarca, faz questão de ressaltar que está muito atrasado (caso o taxista não tenha notado). Ele costuma dar sugestões na forma de dirigir:- Vá pela direita, vá pela esquerda, olhe aquele caminhão lá na frente, vá pra outra pista.Costuma fazer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <span style="font-size:180%;">atrasado</span>. O passageiro atrasado chega ao ponto correndo, olhando para o relógio. Logo que embarca, faz questão de ressaltar que está muito atrasado (<span style="font-style:italic;">caso o taxista não tenha notado</span>). Ele costuma dar sugestões na forma de dirigir:<br />- Vá pela direita, vá pela esquerda, olhe aquele caminhão lá na frente, vá pra outra pista.<br />Costuma fazer comentários do tipo:<br />- Esse teu motorzinho é mil cilindradas?<br />Mesmo que o taxista corra, fure sinais, pule canteiros, o passageiro atrasado não costuma ter tempo para dar gorjetas.<br />O <span style="font-size:180%;">desconfiado</span>. Taxistas, em geral, têm péssima reputação. Muitos passageiros, por exemplo, fazem questão de dar o itinerário &#8211; o desconfiado sempre acha que o taxista fará turismo com ele. Alguns desconfiados chegam a conferir o <span style="font-size:180%;">lacre </span>do Inmetro no taxímetro. Tem também os que perguntam se o táxi usa gás, se não tem perigo de explodir.<br />O <span style="font-size:180%;">estressado</span>. Esse tipo de passageiro nem te cumprimenta, já entra no táxi reclamando do clima. O estressado, mesmo não estando ao volante, costuma xingar os outros motoristas &#8211; caso o taxista receba uma fechada, o próprio estressado taca a mão na buzina. Baixa o quebra-sol, regula o banco, abre e fecha a janela. Esse tipo de passageiro precisa de movimento. Taxistas calmos os deixam ainda mais estressados.<br />O <span style="font-size:180%;">confidente</span>. Muitos passageiros sentem-se à vontade para desabafar com taxistas. Há muitos anos, um homem embarcou angustiadíssimo em meu táxi. Precisava contar a alguém o que estava se passando com ele. Tinha saído de uma clínica, na qual sua cunhada havia feito um aborto. Os dois haviam tido um caso e ela engravidara. Depois de anos de casado, não conseguia ter filhos com sua mulher, mas tivera que pedir à cunhada que abortasse.<br />O fato de falar com uma pessoa que, provavelmente, <span style="font-size:180%;">jamais </span>veria de novo na vida, ajudou-o a desabafar. Dia desses, ele embarcou no meu táxi. Não lembrou de mim. Eu preferi não falar nada. Até porque ele estava em um papo animado com o filho.</p>
<p><a href="http://3.bp.blogspot.com/_9FbuOTCRRcU/R5EK3G2Lo6I/AAAAAAAACtE/64HHMSn8F1U/s200/Mauro_Castro_avatar.jpg"><img style="float:left;cursor:pointer;margin:0 10px 10px 0;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9FbuOTCRRcU/R5EK3G2Lo6I/AAAAAAAACtE/64HHMSn8F1U/s200/Mauro_Castro_avatar.jpg" alt="" border="0" /></a><span style="font-weight:bold;"></p>
<p>Por <a href="http://taxitramas.blogger.com/"><span style="font-size:180%;">Mauro Castro</span></a></span></p>
<div class="tweetmeme_button" style="float: left; margin-right: 10px;"><a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fbah.art.br%2F2008%2F02%2F06%2Ftipos-de-passageiros%2F"><img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fbah.art.br%2F2008%2F02%2F06%2Ftipos-de-passageiros%2F" height="61" width="51" /></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Sexo, drogas e vinho tinto</title>
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		<pubDate>Thu, 31 Jan 2008 04:45:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ednerpizarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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		<description><![CDATA[Minha passageira era uma loira linda, elegante e muito cheirosa. Sua exuberante figura destoava do lugar onde embarcou em meu táxi: uma vila humilde da periferia.Minhas suspeitas logo se confirmaram. Assim que deu o destino (um hotel de luxo da capital), a garota pegou o telefone e falou com alguém que parecia sua chefe. Disse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Minha passageira era uma <span style="font-size:180%;">loira linda</span>, elegante e muito cheirosa. Sua exuberante figura destoava do lugar onde embarcou em meu táxi: uma vila humilde da periferia.<br />Minhas suspeitas logo se confirmaram. Assim que deu o destino (<span style="font-style:italic;">um hotel de luxo da capital</span>), a garota pegou o telefone e falou com alguém que parecia sua chefe. Disse que havia pego o <span style="font-size:180%;">&#8220;produto&#8221;</span> exigido pelo cliente e que já estava a caminho do hotel.<br />Com naturalidade, ela contou-me que seu sonho era ir para a Espanha, onde garotas de programa brasileiras ganham muito bem. O problema é que, lá, teria que comprar o <span style="font-size:180%;">coqu</span><span style="font-size:180%;">etel anti-HIV</span>, que no Brasil recebe de graça.<br />Deixei-a na porta do belo hotel, onde entrou altiva qual uma rainha. É bom que seu cliente use preservativos de boa qualidade.<br />Em outra corrida, minha passageira era o quadro da dor. Tinha a cara amarrotada, cabelo pixaim desgrenhado, roupa suja e desalinhada. Trazia no braço uma espécie de <span style="font-size:180%;">trouxa.</span> Se eu não estivesse parado no sinal, preso entre outros carros, certamente, teria fugido dela.<br />Contou que tinha passado a noite em um motel vagabundo. Seu &#8220;cliente&#8221;, depois de entornar uma garrafa de vinho tinto barato, <span style="font-size:180%;">caiu duro</span> feito uma pedra. Ela, então, fez a limpa no cara. Pegou até as roupas do coitado. Nem o <span style="font-size:180%;">motel </span>ela perdoou: a trouxa incluía toalhas, sabonetes, papel higiênico e até um travesseiro.<br />Deixei-a no Parque Maurício Sirotsky, onde mora com outros indigentes. Disse que deixaria a trouxa com seu companheiro, que, segundo ela, conseguiria umas boas pedras de crack com aquilo tudo. Ela ficaria só com a carteira do dinheiro. Seu plano era ir para o centro da cidade <span style="font-size:180%;">&#8220;baixar as prateleiras da Loja Marisa&#8221;.</span><br />Duas passageiras perigosas. Corridas que eu não gostaria de ter feito, mas que servem como um aviso aos navegantes: a busca pelo prazer tem lá seus riscos.</p>
<p><a href="http://3.bp.blogspot.com/_9FbuOTCRRcU/R5EK3G2Lo6I/AAAAAAAACtE/64HHMSn8F1U/s200/Mauro_Castro_avatar.jpg"><img style="float:left;cursor:pointer;margin:0 10px 10px 0;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9FbuOTCRRcU/R5EK3G2Lo6I/AAAAAAAACtE/64HHMSn8F1U/s200/Mauro_Castro_avatar.jpg" alt="" border="0" /></a><span style="font-weight:bold;"></p>
<p>Por <a href="http://taxitramas.blogger.com/"><span style="font-size:180%;">Mauro Castro</span></a></span></p>
<div class="tweetmeme_button" style="float: left; margin-right: 10px;"><a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fbah.art.br%2F2008%2F01%2F31%2Fsexo-drogas-e-vinho-tinto%2F"><img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fbah.art.br%2F2008%2F01%2F31%2Fsexo-drogas-e-vinho-tinto%2F" height="61" width="51" /></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Enquanto não abre o sinal</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Jan 2008 20:18:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ednerpizarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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		<description><![CDATA[Câmbio no ponto morto, para economizar embreagem. Trinta segundos, nem isso, para pensar em alguma coisa.Um volumezinho no som &#8211; a passageira também parece gostar de Marisa Monte. Aliás, minha passageira, depois de comunicar o destino da corrida, abriu um livro que parece não estar lendo &#8211; conheço um cara que sempre que embarca em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Câmbio no ponto morto, para economizar embreagem. <span style="font-size:180%;">Trinta segundos</span>, nem isso, para pensar em alguma coisa.<br />Um <span style="font-size:180%;">volumezinho </span>no som &#8211; a passageira também parece gostar de Marisa Monte. Aliás, minha passageira, depois de comunicar o destino da corrida, abriu um livro que parece não estar lendo &#8211; conheço um cara que sempre que embarca em um táxi abre um jornal apenas para evitar que o taxista puxe assunto. De qualquer forma, hoje, também não estou a fim de conversa. Melhor assim.<br />No carro à minha direita, a motorista aproveita os <span style="font-size:180%;">vinte segundos</span> restantes para conferir o visual. Não parece contente: prende o cabelo com as mãos, vira o rosto, olha melhor, solta o cabelo, chega mais perto do retrovisor. Deixa pra lá.<br />No carro à minha esquerda, um senhor de meia-idade parece fazer um tipo de <span style="font-size:180%;">alongamento </span>para o pescoço. Uma moça ao seu lado fala freneticamente, mas o tiozão não parece preocupado. Segue com os olhos fechados, balançando a cabeça como se o pescoço estivesse desconjuntado. Cada carro, um <span style="font-size:180%;">universo </span>particular.<br />No meu táxi a passageira fechou o livro. Está vivamente interessada nos <span style="font-size:180%;">malabarismos </span>que um garoto improvisa com quatro limões. Faltando menos de <span style="font-size:180%;">dez segundos</span>, o menino dá por encerrado o show e passa a circular entre os carros com a mão estendida. Minha passageira, então, volta depressa ao seu livro para evitar os olhos do menino pidão. Ela não pretende <span style="font-size:180%;">pagar </span>pelo espetáculo.<br />As motos vão se acumulando entre os automóveis. Um motoboy mais afoito quase atropela uma menina que distribuía panfletos. Bate-boca. Menos de <span style="font-size:180%;">cinco segundos</span> para abrir, engato a primeira marcha.<br />O sinal abre e a loucura recomeça. Não consegui pensar em nada para escrever.<br /><span style="font-weight:bold;font-size:180%;"><br /></span><a href="http://3.bp.blogspot.com/_9FbuOTCRRcU/R5EK3G2Lo6I/AAAAAAAACtE/64HHMSn8F1U/s1600-h/Mauro_Castro_avatar.jpg"><img style="float:left;cursor:pointer;margin:0 10px 10px 0;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9FbuOTCRRcU/R5EK3G2Lo6I/AAAAAAAACtE/64HHMSn8F1U/s200/Mauro_Castro_avatar.jpg" alt="" border="0" /></a></p>
<p><span style="font-weight:bold;font-size:180%;"><span style="font-size:100%;">Por</span> <a href="http://taxitramas.blogger.com/">Mauro Castro</a></span></p>
<div class="tweetmeme_button" style="float: left; margin-right: 10px;"><a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fbah.art.br%2F2008%2F01%2F18%2Fenquanto-nao-abre-o-sinal%2F"><img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fbah.art.br%2F2008%2F01%2F18%2Fenquanto-nao-abre-o-sinal%2F" height="61" width="51" /></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Uma tragédia anunciada</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Jan 2008 04:19:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ednerpizarro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tudo começou quando alguns colegas de trabalho resolveram despedir-se de um amigo que estava se aposentando. Decidiram comemorar em um inferninho barato, no Centro de Porto Alegre. Foi lá que meu passageiro acabou conhecendo a mulher que o levaria à loucura.Apaixonado pela garota de programa, ele voltou ao cabaré dias depois, mas não a encontrou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tudo começou quando alguns colegas de trabalho resolveram <span style="font-size:180%;">despedir-se</span> de um amigo que estava se aposentando. Decidiram comemorar em um <span style="font-size:180%;">inferninho barato</span>, no Centro de Porto Alegre. Foi lá que meu passageiro acabou conhecendo a <span style="font-size:180%;">mulher </span>que o levaria à loucura.<br /><span style="font-size:180%;">Apaixonado</span> pela garota de programa, ele voltou ao cabaré dias depois, mas não a encontrou mais. A dona do lugar não sabia dizer exatamente onde a jovem morava. Lembrava apenas que era em uma casa do Bairro <span style="font-size:180%;">Sarandi </span>e que, no seu muro, havia a propaganda de um certo candidato a <span style="font-size:180%;">vereador.</span><br />Foi assim que conheci e fiquei amigo desse meu passageiro. Passamos uma tarde inteira à procura da bendita casa com o muro pintado. Acabamos achando. A casa, aliás, não era da garota, mas do <span style="font-size:180%;">namorado</span> dela, que, por sorte, estava fora por uns tempos&#8230; Foragido da <span style="font-size:180%;">polícia.</span><br />É difícil dizer o que leva um homem maduro, casado, com situação financeira estável a se envolver em uma aventura amorosa desse tipo. O fato é que meu passageiro jogou-se de cabeça. Na esperança de afastá-la do passado, alugou um <span style="font-size:180%;">apartamento</span>, no qual instalou sua amada. Eu o levava até lá todo o santo dia.<br />O ex-namorado, porém, acabou descobrindo o novo endereço da garota. Invadiu o apartamento no meio da noite. Pegou-a na cama, nos braços do amante. <span style="font-size:180%;">Matou</span> os dois.<br />Não houve quem chorasse por ela. Apenas um caixão às moscas no centro de uma capela vazia. Em outro cemitério, no entanto, as pessoas se amontoavam para despedir-se do homem que morreu na <span style="font-size:180%;">cama </span>da amante.<br />Meu passageiro jamais se recuperou do golpe. Visita o túmulo da garota com freqüência. Mesmo sabendo que ela o traía com o <span style="font-size:180%;">porteiro </span>do prédio. O desgraçado que estava na cama com ela naquela noite fatídica.</p>
<p><a href="http://1.bp.blogspot.com/_9FbuOTCRRcU/R4WdSm2LoyI/AAAAAAAACro/0VyUPGSqHK8/s1600-h/Mauro_Castro_avatar.jpg"><img style="float:left;cursor:pointer;margin:0 10px 10px 0;" src="http://1.bp.blogspot.com/_9FbuOTCRRcU/R4WdSm2LoyI/AAAAAAAACro/0VyUPGSqHK8/s200/Mauro_Castro_avatar.jpg" alt="" border="0" /></a><br /><span style="font-weight:bold;"><br />Por <a href="http://taxitramas.blogger.com/"><span style="font-size:180%;">Mauro Castro</span></a></span></p>
<div class="tweetmeme_button" style="float: left; margin-right: 10px;"><a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fbah.art.br%2F2008%2F01%2F10%2Fuma-tragedia-anunciada%2F"><img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fbah.art.br%2F2008%2F01%2F10%2Fuma-tragedia-anunciada%2F" height="61" width="51" /></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Faça sua história</title>
		<link>http://bah.art.br/2007/12/29/faca-sua-historia/</link>
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		<pubDate>Sat, 29 Dec 2007 22:32:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ednerpizarro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Entre as atrações de fim de ano da Rede Globo, um programa me chamou a atenção pela originalidade do argumento. Em Faça Sua História, que vai ao ar no próximo dia 27, um taxista (Stepan Nercessian) é o fio condutor da trama. Um “verdadeiro contador de histórias”, este taxista vai narrar de maneira peculiar e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://1.bp.blogspot.com/_9FbuOTCRRcU/R3bLrW2LolI/AAAAAAAACpo/mHMbT6H2FRA/s1600-h/eu+estefan.jpg"><img style="display:block;text-align:center;cursor:pointer;margin:0 auto 10px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_9FbuOTCRRcU/R3bLrW2LolI/AAAAAAAACpo/mHMbT6H2FRA/s400/eu+estefan.jpg" alt="" border="0" /></a><br />Entre as atrações de fim de ano da Rede Globo, um programa me chamou a atenção pela <span style="font-size:180%;">origi</span><span style="font-size:180%;">nalidade</span> do argumento. Em <a href="http://facasuahistoria.globo.com/">Faça Sua História</a>, que vai ao ar no próximo dia 27, um <span style="font-size:180%;">taxista </span>(<span style="font-style:italic;">Stepan Nercessian</span>) é o fio condutor da trama. Um <span style="font-style:italic;">“verdadeiro contador de histórias”</span>, este taxista vai narrar de maneira peculiar e bem humorada as histórias de seus passageiros.<br /> A vida das pessoas vista pela ótica do taxista. Uma idéia<span style="font-size:180%;"> simples e genial</span>. Como é que eu não pensei nisso <span style="font-size:180%;">antes?! </span><br />Tivesse eu o talento de um João Ubaldo Ribeiro, por exemplo, poderia ter escrito minhas <span style="font-size:180%;">próprias</span> histórias. Fosse eu um escritor de ofício, poderia ter bolado um <span style="font-size:180%;">blog</span>, aposto que faria sucesso. Talvez algum jornal se empolgasse com meus relatos e me oferecesse um espaço, onde eu assinaria uma coluna semanal. Não duvido que pudesse até mesmo surgir um convite de alguma editora para publicar um <span style="font-size:180%;">livro</span>. Quem duvida?<br />Mas agora é tarde, a <span style="font-size:130%;">Rede Globo</span>, em um rasgo de <span style="font-size:180%;">criatividade</span>, teve a brilhante idéia que eu<span style="font-size:180%;"> jamais</span> seria capaz de ter. Afinal, essas coisas não são para amadores. Tanto que eu, por exemplo, se tivesse que batizar um programa como esse, procuraria um nome diferente. Algo mais forte, mais sugestivo. Tipo, sei lá&#8230;<span style="font-size:180%;">TAXITRAMAS.</p>
<p></span><a href="http://1.bp.blogspot.com/_9FbuOTCRRcU/R3bL8W2LonI/AAAAAAAACp4/nc7Xxhw-DW4/s1600-h/Mauro_Castro_avatar.jpg"><img style="float:left;cursor:pointer;margin:0 10px 10px 0;" src="http://1.bp.blogspot.com/_9FbuOTCRRcU/R3bL8W2LonI/AAAAAAAACp4/nc7Xxhw-DW4/s200/Mauro_Castro_avatar.jpg" alt="" border="0" /></a></p>
<p><span style="font-size:180%;"><span style="font-weight:bold;font-size:100%;">Por<a href="http://taxitramas.blogger.com"> </a></span><a href="http://taxitramas.blogger.com"><span style="font-weight:bold;">Mauro Castro</span></a><br /></span></p>
<div class="tweetmeme_button" style="float: left; margin-right: 10px;"><a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fbah.art.br%2F2007%2F12%2F29%2Ffaca-sua-historia%2F"><img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fbah.art.br%2F2007%2F12%2F29%2Ffaca-sua-historia%2F" height="61" width="51" /></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Lasquinha e sua amante</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Dec 2007 21:29:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ednerpizarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Taxitramas]]></category>

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		<description><![CDATA[Lasquinha ganhou este apelido há muito tempo. Ele costumava sentar em um boteco e pedir uma cerveja. Lá pelas tantas, pedia ao balconista uma lasquinha do salame que estava no mostruário. Depois, uma lasquinha do queijo que estava muito bonito. E assim por diante. Acabava saindo do bar bem alimentado.O meu colega sempre viveu em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lasquinha ganhou este apelido há muito tempo. Ele costumava sentar em um boteco e pedir uma cerveja. Lá pelas tantas, pedia ao balconista uma <span style="font-size:180%;">lasquinha </span>do salame que estava no mostruário. Depois, uma <span style="font-size:180%;">lasquinha</span> do queijo que estava muito bonito. E assim por diante. Acabava saindo do bar bem alimentado.<br />O meu colega sempre viveu em <span style="font-size:180%;">dificuldades</span> financeiras. Mesmo quando conseguiu comprar o táxi, em um plano de consórcio, sua situação não melhorou muito. A grande quantidade de filhos<span style="font-size:180%;"> (13) </span>e a pouca vontade de trabalhar são problemas sérios. Mas o que realmente atrapalha o Lasca é o seu <span style="font-size:180%;">fraco</span> pelas mulheres de vida fácil. Boa parte do seu lucro no táxi ele deixa pelos <span style="font-size:180%;">bordéis</span> da vida.<br />De uns tempos para cá, Lasquinha passou a ter um relacionamento, digamos, estável com uma dessas profissionais do sexo. Envolvida pelo bom papo do meu colega, a mulher não só o recebia em sua cama de forma gratuita, como, às vezes, <span style="font-size:180%;">alcançava-lhe </span>alguma grana.<br />Apaixonada, ela chegou a comprar, financiado, quatro pneus novos para que o Lasca pudesse fazer a vistoria no táxi, que já estava vencendo. Acontece que, com o dinheiro que economizou nos pneus, Lasquinha resolveu passar uns dias com a família na praia, fato que deixou sua amante<span style="font-size:180%;"> revoltada.</span><br />Voltando à cidade, meu colega foi direto à casa da namorada. Ela o convidou a entrar. Passaram horas na cama. Ela o amou como se fosse a última vez. Quando saiu, Lasca não encontrou mais o táxi. Tinha sido roubado.<br />Seu carro foi encontrado um dia depois. Intacto. A não ser pelos <span style="font-size:180%;">quatro pneus.</span></p>
<p><a href="http://4.bp.blogspot.com/_9FbuOTCRRcU/R27VtG2LogI/AAAAAAAACpA/VLpWd-WM52s/s1600-h/Mauro_Castro_avatar.jpg"><img style="float:left;cursor:pointer;margin:0 10px 10px 0;" src="http://4.bp.blogspot.com/_9FbuOTCRRcU/R27VtG2LogI/AAAAAAAACpA/VLpWd-WM52s/s200/Mauro_Castro_avatar.jpg" alt="" border="0" /></a></p>
<p><span style="font-weight:bold;">Por <a href="http://taxitramas.blogger.com"><span style="font-size:180%;">Mauro Castro</span></a></span></p>
<div class="tweetmeme_button" style="float: left; margin-right: 10px;"><a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fbah.art.br%2F2007%2F12%2F23%2Flasquinha-e-sua-amante%2F"><img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fbah.art.br%2F2007%2F12%2F23%2Flasquinha-e-sua-amante%2F" height="61" width="51" /></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Cego de raiva</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Dec 2007 16:02:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ednerpizarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Taxitramas]]></category>

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		<description><![CDATA[Um passageiro embarcou atucanado em meu táxi. Não me cumprimentou, sequer olhou para a minha cara, apenas apontou para frente e ordenou:- Toca, toca!Percebendo que o cara não estava para brincadeira, obedeci e toquei em frente. Não tive coragem nem de lhe pedir que colocasse o cinto. Deixa quieto.Era um cidadão de uns 50 anos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um passageiro embarcou <span style="font-size:180%;">atucanado </span>em meu táxi. Não me cumprimentou, sequer olhou para a minha cara, apenas apontou para frente e ordenou:<br /><span style="font-size:100%;">- Toca, toca!</span><br />Percebendo que o cara não estava para brincadeira, obedeci e toquei em frente. Não tive <span style="font-size:180%;">coragem </span>nem de lhe pedir que colocasse o cinto. Deixa quieto.<br />Era um cidadão de uns 50 anos, se tanto. Barrigudo, barba por fazer, vestido de forma humilde. Trazia no colo uma <span style="font-size:180%;">mochila </span>surrada. Mesmo não estando muito quente, bufava e suava feito um condenado. Estava visivelmente <span style="font-size:180%;">transtornado</span>.<br />Entre um resmungo e outro, lá pelas tantas, meu incomodado passageiro deixou escapar um pensamento em voz alta:<br />- O Casemiro não sabe com quem está lidando! &#8211; esbravejou.<br />Pronto, era isso, meu cliente tinha uma desavença com um tal de <span style="font-size:180%;">Casemiro</span>. Algo me dizia que havia uma <span style="font-size:180%;">arma </span>naquela mochila. Preferi ficar quieto.<br />Sempre olhando para frente, como se eu não estivesse ao seu lado, o homem começou a desaguar toda a sua fúria em voz alta, como se falasse consigo mesmo:<br />- Vou te enfiar uma bala nos cornos&#8230; Ninguém brinca assim comigo, seu desgraçado&#8230; Ladrão, sem-vergonha, tu vais ver com quem tu te metestes, Casemiro&#8230;<br />A essas alturas meu plano era parar o táxi assim que avistasse o primeiro brigadiano e sair <span style="font-size:180%;">correndo</span>. Mas a corrida chegou ao fim sem que aparecesse um agente da lei.<br />Meu passageiro, então, ordenou que eu parasse o táxi na altura de um bar que havia no outro lado da <span style="font-size:180%;">Avenida Protásio Alves.</span> Pagou a corrida, sem esperar pelo troco, e saiu em disparada.<br />Ignorar o taxista ao seu lado, tudo bem. O erro daquele homem foi ignorar o <span style="font-size:180%;">movimento </span>de uma Avenida como a Protásio Alves.<br />Morreu <span style="font-size:180%;">atropelado </span>por um ônibus &#8211; para sorte de um certo Casemiro.<br /><span style="font-weight:bold;"><br /></span><a href="http://3.bp.blogspot.com/_9FbuOTCRRcU/R2lDSG2LofI/AAAAAAAACo0/gBL9hpBQPXw/s1600-h/Mauro_Castro_avatar.jpg"><img style="float:left;cursor:pointer;margin:0 10px 10px 0;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9FbuOTCRRcU/R2lDSG2LofI/AAAAAAAACo0/gBL9hpBQPXw/s200/Mauro_Castro_avatar.jpg" alt="" border="0" /></a><br /><span style="font-weight:bold;">P</span><span style="font-weight:bold;">or <a href="http://taxitramas.blogger.com/"><span style="font-size:180%;">Mauro Castro</span></a></p>
<p></span>
<div style="text-align:center;"><span style="font-weight:bold;color:rgb(204,102,0);"><span style="color:rgb(255,153,0);">LEIA TAMBÉM:</span> </span><a href="http://www.bah.art.br/2007/12/entrevista-julian-beever.html">ENTREVISTA JULIAN BEEVER</a><span style="color:rgb(204,153,51);font-weight:bold;"> EM PORTO ALEGRE</span></div>
<div class="tweetmeme_button" style="float: left; margin-right: 10px;"><a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fbah.art.br%2F2007%2F12%2F19%2Fcego-de-raiva%2F"><img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fbah.art.br%2F2007%2F12%2F19%2Fcego-de-raiva%2F" height="61" width="51" /></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Num beco sem saída</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Dec 2007 23:50:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ednerpizarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Taxitramas]]></category>

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		<description><![CDATA[Em meio à correria da torcida saindo do estádio, meu táxi foi &#8220;invadido&#8221; por dois sujeitos suarentos. Apesar de surgirem do meio da torcida, eles não pareciam ter estado no jogo. Minha suspeita logo se confirmou: era um assalto.Nos confins da Vila Nova, na Capital, eles mandaram que eu entrasse em uma ruela sem saída. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em meio à correria da<span style="font-size:180%;"> torcida</span> saindo do estádio, meu táxi foi &#8220;invadido&#8221; por dois sujeitos suarentos. Apesar de surgirem do meio da torcida, eles não pareciam ter estado no jogo. Minha suspeita logo se confirmou: era um<span style="font-size:180%;"> assalto.</span><br />Nos confins da Vila Nova, na Capital, eles mandaram que eu entrasse em uma ruela sem saída. Parei no fundo de um <span style="font-size:180%;">beco escuro</span> e desabitado. Depois de me tomarem o dinheiro, o celular e o relógio, desceram. O sujeito armado ordenou que eu ficasse no fundo do beco até que eles sumissem de vista.<br />Atrás do táxi, iluminados pela luz de freio, os dois começaram a<span style="font-size:180%;"> discutir.</span> Não se entendiam na divisão do dinheiro. Eu assistia a tudo pelo retrovisor, agarrado ao volante e em pânico, com o carro ligado, pronto para sair dali. Em meio à briga, o cara da arma deu um <span style="font-size:180%;">tiro </span>para baixo, que acabou acertando o pé do companheiro.<br />Gritaria, confusão. O sujeito da arma recriminando seu parceiro, que, por sua vez, berrava e se contorcia de dor, caído no chão, bem atrás do meu táxi.<br />Essa era a minha situação: perdido na noite, preso ao fundo de um beco escuro por um assaltante com o pé estilhaçado e outro maluco com uma arma. Cheguei a <span style="font-size:180%;">engatar a ré</span>, mas acabei desistindo da idéia de passar por cima do sujeito.<br />Com a arma apontada para a minha cara, o maluco me convenceu a transportar seu colega até um hospital. Para tanto,<span style="font-size:180%;"> recebi de volta </span>o meu dinheiro, o meu celular, o meu relógio e um quase sincero pedido de <span style="font-size:180%;">desculpa</span>. De tão nervoso, eu nem me dei conta do absurdo daquela situação. Hoje, lembro e dou risada.<br />Isso foi há muito tempo. Desde então, encerrei minha carreira de bandeira 2.<br /><a href="http://4.bp.blogspot.com/_9FbuOTCRRcU/R2MZg22LoXI/AAAAAAAACmU/IABTsMDptpg/s1600-h/Mauro_Castro_avatar.jpg"><img style="float:left;cursor:pointer;margin:0 10px 10px 0;" src="http://4.bp.blogspot.com/_9FbuOTCRRcU/R2MZg22LoXI/AAAAAAAACmU/IABTsMDptpg/s200/Mauro_Castro_avatar.jpg" alt="" border="0" /></a></p>
<p><span style="font-weight:bold;">Por <a href="http://www.bah.art.br"><span style="font-size:180%;">Mauro Castro</span></a></span></p>
<div class="tweetmeme_button" style="float: left; margin-right: 10px;"><a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fbah.art.br%2F2007%2F12%2F14%2Fnum-beco-sem-saida%2F"><img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fbah.art.br%2F2007%2F12%2F14%2Fnum-beco-sem-saida%2F" height="61" width="51" /></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Verdade e imaginação</title>
		<link>http://bah.art.br/2007/12/08/verdade-e-imaginacao/</link>
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		<pubDate>Sat, 08 Dec 2007 19:07:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ednerpizarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Taxitramas]]></category>

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		<description><![CDATA[Contam que uma menina pegava táxi sempre muito tarde da noite e pedia ao taxista que tocasse para o cemitério da cidade. Chegando lá, a garota entrava pelo portão do cemitério e sumia na escuridão. Os taxistas, depois de alguns minutos aguardando na rua escura, não resistiam e batiam em retirada.Era uma cidade pequena e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Contam que uma <span style="font-size:180%;">menina </span>pegava táxi sempre muito tarde da noite e pedia ao taxista que tocasse para o <span style="font-size:180%;">cemitério </span>da cidade. Chegando lá, a garota entrava pelo portão do cemitério e <span style="font-size:180%;">sumia </span>na escuridão. Os taxistas, depois de alguns minutos aguardando na rua escura, não resistiam e batiam em retirada.<br />Era uma cidade pequena e a história logo se espalhou. Os motoristas que já a tinham transportado, tratavam de alimentar a imaginação dos que acreditavam que aquela menina fosse, na verdade, uma <span style="font-size:180%;">assombração</span>.<br />Diziam que a guria era muito magra, que tinha escuras olheiras e <span style="font-size:180%;">lábios sem cor</span>. Houve taxista que disse ter visto, inclusive, algo branco saindo do nariz da garota, como o algodão que usam para tampar as narinas dos mortos. Outros disseram que a menina exalava um forte cheiro de <span style="font-size:180%;">formol</span>, como os cadáveres dissecados.<br />Um dia, porém, um taxista mais corajoso resolveu aguardar que a menina <span style="font-size:180%;">voltasse</span>. Depois de algum tempo esperando, ela veio até o táxi com o <span style="font-size:180%;">dinheiro </span>da corrida na mão. Explicou que não sabia porque os taxistas da cidade não esperavam, afinal, ela só entrava para pegar o dinheiro com seu pai, que trabalhava como <span style="font-size:180%;">zelador </span>do cemitério e que ali morava.<br />Houve um caso semelhante aqui em <span style="font-size:180%;">Porto Alegre</span>. Uma mulher pedia ao taxista que esperasse, entrava no cemitério da <span style="font-size:180%;">Santa Casa</span>, no Bairro Azenha, e não voltava mais. Até que certo dia ela foi seguida por um corajoso motorista que descobriu que ela saía por um <span style="font-size:180%;">pequeno portão</span> que dava acesso à Rua Florianópolis, onde a espertinha morava. Tudo para <span style="font-size:180%;">não pagar</span> a corrida.<br />Se dependessem de taxistas corajosos como eu, casos como esses da menina e da mulher, <span style="font-size:180%;">nunca </span>seriam solucionados. Eu, seguramente, teria dado no pé. Mesmo porque, a verdade nem sempre conta boas histórias. Prefiro a fertilidade da <span style="font-size:180%;">imaginação</span>.<a href="http://4.bp.blogspot.com/_9FbuOTCRRcU/R1rsBSv6_UI/AAAAAAAACks/cgRQ5ZysaXU/s1600-h/Mauro_Castro_avatar.jpg"><img style="float:left;cursor:pointer;margin:0 10px 10px 0;" src="http://4.bp.blogspot.com/_9FbuOTCRRcU/R1rsBSv6_UI/AAAAAAAACks/cgRQ5ZysaXU/s200/Mauro_Castro_avatar.jpg" alt="" border="0" /></a><br /><span style="font-weight:bold;"></p>
<p>Por <a href="http://taxitramas.blogger.com"><span style="font-size:180%;">Mauro Castro</span></a></span></p>
<div class="tweetmeme_button" style="float: left; margin-right: 10px;"><a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fbah.art.br%2F2007%2F12%2F08%2Fverdade-e-imaginacao%2F"><img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fbah.art.br%2F2007%2F12%2F08%2Fverdade-e-imaginacao%2F" height="61" width="51" /></a></div>]]></content:encoded>
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