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	<title>Bah Art &#187; O Expurgo</title>
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	<description>Arte, lazer e cultura do sul.</description>
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		<title>Um punhado de caos</title>
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		<pubDate>Thu, 31 Jan 2008 23:43:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ednerpizarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[O Expurgo]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu e Taís chegamos naquele hotel no final da tarde. Caminhamos em ruas desertas de uma cidade com ares de metrópole da qual não sabíamos o nome. Não se ouvia nenhum alvoroço de expectativa pela virada de ano. Os poucos transeuntes que eram vistos não tinham nos rostos esperança alguma . Avistei também, para mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu e Taís chegamos naquele hotel no final da tarde. Caminhamos em ruas desertas de uma cidade com ares de metrópole da qual não sabíamos o nome. Não se ouvia nenhum alvoroço de expectativa pela virada de ano. Os poucos <span style="font-size:180%;">transeuntes </span>que eram vistos não tinham nos rostos esperança alguma . Avistei também, para mais estranheza, três out doors com letras enormes a pergunta: <span style="font-size:180%;">“Quem Você é?”</span> Que tipo de campanha publicitária seria aquela? Muito mais estranhas eram as inúmeras construções inacabadas, ruas que saíam em matagais, postes derrubados, carros encostados de qualquer maneira, tudo emoldurado em um céu vermelho adornado com uma lua grande, branca e opaca. De certa maneira até sinistra.</p>
<p>A fachada do hotel enganava . Ao entrarmos percebemos o caos. Atrás do balcão <span style="font-size:180%;">encardido </span>pelos anos, um homem velho de um olho só.</p>
<p>- Há quartos?- Perguntei.<br />- Sabia que o senhor viria. Essa é tua esposa?<br />- Sim. Como sabia que viríamos se nunca estivemos aqui?- Perguntei levemente surpreendido pois de surpresas aquele dia estava já cheio.</p>
<p>- Não pagará nada hoje.<br />- Miguel? Dá alguma coisa pro homem.- Sugeriu Taís.<br />- Não mocinha- Disse o velho- Como ele vai pagar por algo que é dele?<br />- Que?- Eu espantado- Tá de brincadeira&#8230;Olha, me diz aí: Que cidade é essa?</p>
<p>O velho virou-se de costas, apanhou uma chave numerada.</p>
<p>- Quarto quarenta e seis. Quarto andar, é óbvio.- Abriu um sorriso de poucos dentes.</p>
<p>No elevador<span style="font-size:180%;"> velho e enferrujado</span>, tive uma sensação de familiaridade. Com as ruas, o caos , a cidade, o céu, a lua, o hotel. A porta do elevador demorou a fechar. Observei Taís. Seu um e cinqüenta e cinco, seu charme de Lolita. Pequenina mas mulher feita. Me deixava doido. Como se ali percebesse sua beleza pela primeira vez. Veio então outra sensação estanha: Não lembrava do nosso casamento, nem lembranças de momentos bons ou ruins que teríamos passado.</p>
<p>Quente demais dentro do elevador. Ao sentir uma mudança brusca na intensidade do fervo, o elevador começou a subir lento. Abracei Taís. Um e oitenta contra um e cinqüenta e cinco. A envolvi com meus braços longos e magros e como de costume, a levantei para que ficasse a minha altura. Passeei com a palma da mão pela perna tatuada dela. Eu estava com vontade de entrar nela à medida que o calor aumentava. Censurou-me.<span style="font-size:180%;"> Ignorei. </span>Coloquei-a no chão e fiz com que ela virasse de costas contra a parede. Desci minha mão direita pelos seios dela até o delta de delícias profundamente escondidas. Misturamos nosso suor, meu nariz escondido entre os seus cabelos, logo mordiscava sua nuca com os olhos fechados. Ela expulsou minha mão de lá. Ardíamos em febre.</p>
<p><span style="font-size:180%;">- Te agüente!!! </span>–Advertiu e me empurrou.</p>
<p>As portas se abriram e estávamos no quarto andar. Agarrei Taís pela mão, caminhamos rápido naquele corredor onde todas as portas encontravam-se abertas. Em cada porta um rosto familiar que nunca havia visto. Todas aqueles acontecimentos insólitos não importavam naquela hora. Eu queria apenas parar de sentir calor. Abri a porta do quarto, Taís caiu na cama.</p>
<p>- Tem que ser agora? E essas coisas todas acontecendo? Tu não vai fazer nada? <span style="font-size:180%;">A culpa é tua!!</span> Onde estamos?<br />- Não sei meu bem. Não agüento esse calor, esse desejo.<br />- As placas&#8230; é isso!<br />- Que?- Perguntei tirando a roupa.</p>
<p>Ela foi até a janela.</p>
<p>- Os carros não têm placas.- Descobriu estarrecida.</p>
<p>Cheguei por trás dela, fui tirando sua blusa.</p>
<p>- Te quero agora! Agora!</p>
<p>Quando nus, o mais assombroso: <span style="font-size:180%;">Atravessei </span>Taís. Como se ela fosse um fantasma, uma ilusão. Nos encarávamos despidos e paralisados.</p>
<p>-  Meu deus o que está havendo aqui? Que inferno é esse? A culpa é toda tua!!!- Desesperou-se ela.<br />- Culpa do que?<br />-Tu sabe como a gente veio parar aqui?<br />- Não lembro&#8230; Não lembro nem do nosso casamento.<br />- Não lembro de ter casado contigo!<br />- Que? Ta doida é?</p>
<p>Ela tentou um tapa, sua mão passou através de meu rosto. Logo vi seu lindo <span style="font-size:180%;">corpo nu</span> cada vez mais transparente até desaparecer por completo. A sensação de solidão mais medonha já sentida. Da janela todos aqueles prédios inacabados desabando. Caíam pedaços de parede, esfacelavam-se no chão, agônico ver a cena de maneira lenta. Como se algo meu estivesse ali. Não sabia dizer o que. As ruas invadidas pela poeira, as árvores e os postes caídos e tortos eram encobertos aos poucos.</p>
<p>Saí correndo pelo corredor, usei a escada, tinha pressa. Ao chegar na recepção o velho no mesmo lugar, atrás daquele balcão encardido. A poeira entrava pela porta da frente.</p>
<p>- O que está havendo aqui? –Perguntei.<br />- Está tudo desabando. Você devia imaginar que isso aconteceria um dia.<br />- Como? Como poderia saber?<br />- Por que isso tudo é seu. Você construiu. Isso tudo é <span style="font-size:180%;">você.</span></p>
<p>A poeira tomou conta de todo o recinto. Saí, parecia uma tempestade de areia. Foi aliviando, até sobrar apenas out doors. Olhando para o céu parecia neve. Caíam papéis, folhas de variados tamanhos com milhares de palavras. E foi tudo o que restou. Palavras e a pergunta dos Out doors.<br />Abri os olhos. O sol grande de verão queimava minha pele com os raios que entravam pela janela aberta. Suava e ardia em febre. Ao levantar-me observei os quadros com desenhos que não terminei. Pinceis no chão, a tinta seca na aquarela. Inúmeras folhas com histórias sem fim. E um desejo <span style="font-size:180%;">intenso</span>. Uma chama que não apagava. Consumia-me. Devorava-me. E continua queimando.</p>
<p><a href="http://1.bp.blogspot.com/_9FbuOTCRRcU/R4vSxG2Lo0I/AAAAAAAACr4/pf_Maf8yZ14/s200/maikel_avatar.jpg"><img style="float:left;cursor:pointer;margin:0 10px 10px 0;" src="http://1.bp.blogspot.com/_9FbuOTCRRcU/R4vSxG2Lo0I/AAAAAAAACr4/pf_Maf8yZ14/s200/maikel_avatar.jpg" alt="" border="0" /></a></p>
<p><span style="font-weight:bold;">Por <a href="http://oexpurgo.blogspot.com/"><span style="font-size:180%;">Maikel de Abreu</span></a></span></p>
<div class="tweetmeme_button" style="float: left; margin-right: 10px;"><a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fbah.art.br%2F2008%2F01%2F31%2Fum-punhado-de-caos%2F"><img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fbah.art.br%2F2008%2F01%2F31%2Fum-punhado-de-caos%2F" height="61" width="51" /></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Onde tu estava no dia onze de setembro de dois mil e um?</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Jan 2008 21:17:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ednerpizarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[O Expurgo]]></category>

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		<description><![CDATA[Cláudio via o World trade center em chamas pela televisão. Deu uma tragada no baseado e acordou Jeremias que dormia no sofá.
- Olha ali meu! Acidente nos states!- Disse Cláudio.- Bah! Que fumacê!!!- Um avião cara! Deu bem no meio.- Sério? O piloto tava fumado. Só pode.Então o segundo avião bateu.
- Olha&#8230; Não é acidente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size:180%;">Cláudio </span>via o World trade center em chamas pela televisão. Deu uma tragada no <span style="font-size:180%;">baseado</span> e acordou <span style="font-size:180%;">Jeremias</span> que dormia no sofá.</p>
<p>- Olha ali meu! Acidente nos states!- Disse Cláudio.<br />- Bah! Que fumacê!!!<br />- Um<span style="font-size:100%;"> </span><span style="font-size:100%;">avião</span> cara! Deu bem no meio.<br />- Sério? O piloto tava fumado. Só pode.<br /><span style="font-size:130%;"><br />Então o segundo avião bateu.</span></p>
<p>- Olha&#8230; Não é acidente não cara! Dois avião no mesmo lugar&#8230;beeeeeeeeem capaz.- Disse o incrédulo Jeremias.- Isso é filme do Seagal.<br />- Olha ali cabeça de pica! Tem dois buraco!<br />- dá um pega disso, quero curti essa tua trip aí&#8230;depois vamo pega uma onda brou, que isso aí é tudo mentira.</p>
<p>                           ************************************</p>
<p><span style="font-size:180%;"> Bar do gringo</span>, no momento da segunda colisão.</p>
<p>- Má que poca duma vergonha! Ficu ali esses vagabundo derubando prédio dos otro. Von pega uma enxada. Von Carpi uns lote!<br />- Bem feito para os imperialistas- Disse o estudante já embriagado antes de entrar no campus.<br />- Bem feito che non é teu pai que ta ali. Oia lá as pessoa pegando fogo ó. Vô te bota da churasquera lá atrais pra vê se é bon! Sai do meu bar comunista. Sai agora, fio dum rospo!</p>
<p>                        **************************************<br /><span style="font-size:180%;"><br />Morro do Gufe</span>. Trinta segundos mais tarde.</p>
<p>- Os loco de turbante são do meu conceito!<br />- Pode crê mano! Sentaru u dedo nos preiba!<br />- Coisa daquele mano da rima lá dos árabe.<br />- Qual?<br />- O Khaled.<br />- Khaled?<br />- Não conhece o lóki? É tipo o tupac deles!</p>
<p><a href="http://1.bp.blogspot.com/_9FbuOTCRRcU/R4vSxG2Lo0I/AAAAAAAACr4/pf_Maf8yZ14/s1600-h/maikel_avatar.jpg"><img style="float:left;cursor:pointer;margin:0 10px 10px 0;" src="http://1.bp.blogspot.com/_9FbuOTCRRcU/R4vSxG2Lo0I/AAAAAAAACr4/pf_Maf8yZ14/s200/maikel_avatar.jpg" alt="" border="0" /></a></p>
<p><span style="font-weight:bold;">Por <a href="http://oexpurgo.blogspot.com/"><span style="font-size:180%;">Maikel de Abreu</span></a></span></p>
<div class="tweetmeme_button" style="float: left; margin-right: 10px;"><a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fbah.art.br%2F2008%2F01%2F14%2Fonde-tu-estava-no-dia-onze-de-setembro-de-dois-mil-e-um%2F"><img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fbah.art.br%2F2008%2F01%2F14%2Fonde-tu-estava-no-dia-onze-de-setembro-de-dois-mil-e-um%2F" height="61" width="51" /></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Macacos, Ratazanas e Pássaros</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Jan 2008 17:18:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ednerpizarro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[O Expurgo]]></category>

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		<description><![CDATA[Dedicado a todos os perdidos precoces que hoje são livres;
A última gota de amor foi pelo ralo. Treze anos apenas, sentia na pele a falta que o amor lhe fazia. Saiu correndo pelas ruas pra tentar esgotar-se. Afogar um sentimento que não cabia dentro dele. Uma fúria estranha da qual não sabia direito qual era [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-style:italic;">Dedicado a todos os perdidos precoces que hoje são livres;</span></p>
<p><span style="font-size:180%;">A última</span> gota de amor foi pelo ralo. <span style="font-size:180%;">Treze</span> anos apenas, sentia na pele a falta que o amor lhe fazia. Saiu correndo pelas ruas pra tentar esgotar-se. Afogar um sentimento que não cabia dentro dele. Uma fúria estranha da qual não sabia direito qual era a origem. Os transeuntes não o percebiam, pois o caos do meio-dia era grande, um louco a mais, outro a menos correndo na rua não fazia diferença.</p>
<p>Corria esbanjando juventude, tudo estava no <span style="font-size:180%;">auge</span>, o tesão, a capacidade de amar, a beleza, a disposição. Então seu <span style="font-size:180%;">padrasto </span>chegou em casa pela milhonésima vez quebrando todas as coisas que encontrava no seu caminho. Quando lembrava daquilo não sentia-se digno. Era estranho, não achava-se normal. Na escola saía fora do corpo, não ouvia nada e ficava no mesmo canto. Vivia em outro mundo e era quase <span style="font-size:180%;">imperceptível</span>.</p>
<p>Sendo<span style="font-size:180%;"> rato de SOE, </span>sua mãe nunca aparecia na reunião de pais e mestres. Para os professores ele era um caso perdido. &#8220;<span style="font-style:italic;">Pobre guri, sem pai nem mãe nesse mundo</span>&#8220;, &#8220;<span style="font-size:130%;"><span style="font-style:italic;">o que será dele?</span></span>&#8221; &#8220;<span style="font-style:italic;">Se não virar marginal, não terá futuro</span>.&#8221; Esses comentários ouvia uma vez ou outra de dentro da sala da diretora. Eles dizendo que era para seu bem, a mesma ladainha de sempre, na verdade lhe excluíam de uma maneira mais <span style="font-size:180%;">cruel </span>do que seus colegas que eram crianças.</p>
<p><span style="font-size:180%;">Correu</span>, correu, correu. Parou, pensou&#8230; Correu de volta. Abriu a porta do apartamento e aquele <span style="font-size:180%;">monstro </span>estava de pé na sala <span style="font-size:180%;">fedendo </span>a álcool. Sua mãe parecia uma ratazana amedrontada no canto da cozinha. Ele veio pra cima do garoto caminhando como um macaco. Lhe deu um empurrão e o <span style="font-size:180%;">franzino </span>garoto caiu sentado. Um retrospectiva de quantas vezes baixou a cabeça perante ao macaco veio na memória. Perdeu as contas. Não bastavam só os dedos das mãos para contar. Uma vez sentia pena da mãe. Mas naquele momento parecia que os dois eram feitos um para o outro. Ela sempre limpando <span style="font-size:180%;">vômito</span>, retirando as queixas da delegacia da mulher, cozinhando, tirando a poeira dos móveis dez vezes por dia e sempre <span style="font-size:180%;">sorrindo </span>pra não apanhar.<br />O garoto levantou-se com muita calma e confiança. Sabia onde despejar o magma incandescente que havia no seu coração. Furtivamente foi até o quarto.</p>
<p>Chegou nas costas do monstro, viu sua mãe no chão chorando como sempre. Fechou os seus olhos e deixou a fúria <span style="font-size:180%;">rasgar </span>sua carne. Desferiu o golpe mais forte que dera em algo na cabeça dele com o bastão de jogar taco. Caiu. A fúria deveria ter acabado, mas continuava a brotar de um jeito estúpido e <span style="font-size:180%;">brutal</span>. Continuou batendo, batendo, batendo e batendo. Perdeu a noção de tempo. Seus braços já doíam e decidiu parar. Largou o taco ao lado do monte de lixo que ainda respirava. Voltou-se para a ratazana e lhe disse com uma convicção de um homem feito e decidido:</p>
<p><span style="font-size:130%;">&#8220;<span style="font-style:italic;">Gostaria de lhe dar uma surra também. Mas tu apanhou demais. Chega. Tô indo. Te ferra! Tu merece essa coisa aí. Hoje tu perde um filho e ganha um marido paralítico</span>.&#8221;</span></p>
<p>Saiu pela porta com um sorriso nervoso e estranho no rosto. O fim da adolescência foi tão <span style="font-size:180%;">brusco</span>. Um homem com uma cara de guri andou nas ruas à procura de um lugar qualquer. E um dia a sensação de abandono que sentiu a vida inteira transformou-se em <span style="font-size:180%;">liberdade</span>.</p>
<p><a href="http://4.bp.blogspot.com/_9FbuOTCRRcU/R4JiOG2LosI/AAAAAAAACqg/taw7vHFiQAk/s1600-h/maikel_avatar.jpg"><img style="float:left;cursor:pointer;margin:0 10px 10px 0;" src="http://4.bp.blogspot.com/_9FbuOTCRRcU/R4JiOG2LosI/AAAAAAAACqg/taw7vHFiQAk/s200/maikel_avatar.jpg" alt="" border="0" /></a></p>
<p><span style="font-weight:bold;">Por <a href="http://oexpurgo.blogspot.com"><span style="font-size:180%;">Maikel De Abreu</span></a></span></p>
<div class="tweetmeme_button" style="float: left; margin-right: 10px;"><a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fbah.art.br%2F2008%2F01%2F07%2Fmacacos-ratazanas-e-passaros%2F"><img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fbah.art.br%2F2008%2F01%2F07%2Fmacacos-ratazanas-e-passaros%2F" height="61" width="51" /></a></div>]]></content:encoded>
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