Entrevista com Dj Zegon no The Green Project
- quarta-feira, dezembro 12, 2007, 1:44
- Entrevistas, Lazer
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Conforme dito no post anterior, dia 7/12, rolou uma festa muito tri do whisky Scotch Passport, a Festa fazia parte do The Green Project Street Art, e foi la que fizemos uma breve entrevista com o DJ Zegon, confira a seguir:
Como é a idéia de um Dj produzir um álbum aqui no Brasil, isso na gringa rola direto, mas como tá sendo essa correria aqui?
Bom assim, existem vários lados pra um dj tá ligado?! Tipo, tem dj que é só discotecário, que é o cara que toca na balada, existe dj que é produtor que faz música, dj que é instrumentista que toca com banda, eu procurei nesses anos todos sempre ter os meus lados como dj ativo, eu sou, ativo como banda, sou dj do Instituto, eu produzo música, continuo gravando outros discos de Rap de outras pessoas, sou discotecário, vivo viajando tocando a minha música e faço remix também entendeu, então sempre tentei equilibrar esses lados, esse disco na verdade é o primeiro disco que eu tô assinando pra mim mesmo, meu trabalho autoral, já produzi muita coisa, desde o Planet, o álbum do D2, álbum do Sabotage, trabalhei com Sepultura, fiz vários trabalhos com grupos diferentes, só que eu nunca senti que era hora de assinar um trabalho autoral meu, então esse ano eu comemoro 21 anos do meu primeiro cachê, eu achei que era a hora de por o meu trabalho, mesmo assim to gravando a quase 4 anos.
Tá rolando uma tendência nova no mercado da música por causa da internet, que é um lance tipo, quem quer pagar por MP3 comprando direto do artista paga o que quer, ou se não quiser nem paga nada, como exemplo da para citar o Radiohead, o que tu tá achando disso?
Ducaralho, tá na hora de renovar, tudo é valido, lógico que pro Radiohead, por exemplo, eles tem cacife pra fazer o que quiserem, a gente como dj , que é uma cena muito exclusiva que todo mundo quer muito, primeiro a gente põe na mão do dj mesmo, que vão divulgar, e fazer a música pegar. Mas o que tá valorizado hoje em dia é a pessoa física, o artista físico não ele virtualmente entendeu?! Eles estão renovando, e eu acho certo porque as gravadoras sempre morderam no mínimo 90% do disco, e agora que tá saindo desse controle aqui no Brasil as gravadoras estão pedindo pelo amor de deus, no Brasil acabou as gravadoras, acabaram, disco de ouro agora são 40 mil cópias, platina 100 mil, ninguém vende um milhão, ninguém vende mais que 200 mil cópias, então acho que no Brasil o pessoal tem que ser criativo e ir por esse caminho também.
O Planet Hemp até hoje tem a sua repercussão, vocês não tem a idéia de lançar algo juntos?
Eu tenho comunicação com todo mundo do Planet Hemp até hoje, fiz show esse ano com o B-negão, fiz show com o D2 também, vários, faço um com o D2 semana que vem, tenho data marcada com o B-negão, tenho contato com o Black Alien, tô sempre com o Rafael, Pedrinho, Formigão, lógico que o lado do Bernardo com o B-negão e o Marcelo tem uma parada estremecida e eu não posso me envolver e dizer o que acontece, mas eu não acho nada impossível em questão de anos, não um e nem dois, a gente tá junto de novo, tudo tem solução, ninguém roubou, ninguém matou, ninguém comeu a mulher do outro, e mesmo se tivesse eu acho que seria possível. (risos)
Como é vir colocar som aqui em Porto alegre, o que tu acha disso?
Isso aqui é uma família pra mim, eu tenho uma filha gaúcha de 15 anos, eu me sinto completamente em casa aqui, não tenho muito costume de vir porque esse ano fiz muitas temporadas fora do Brasil, então fiquei pingando indo e voltando o ano inteiro, foi muita coisa. Aqui é uma cena independente local, gostaria que rolasse mais intercâmbio até, queria poder vir mais, mas infelizmente não dá, entendeu?!
Contato: Dj Zegon
Por Mateus Lago
fotografia: Mauricio Capellari
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